Vitório
A repulsa estava estampada no rosto de sua linda esposa, com aqueles límpidos e incomparáveis olhos azuis. Não podia deixar de sorrir internamente, sem um pingo de remorso por trazer o passado do doutor, diretamente para o seu presente.
Um presente em que ele estava ciscando no quintal de Vitório Darius.
E isso não era nada inteligente da parte dele.
Ele encaixou a cabeça dela em seu ombro, enquanto continuava a abraçá-la com pocessividade, e uma dose de carinho nos movimentos de seus dedos. Sabia que tinha um sorriso maldoso nos lábios, e não se importaria em expressar o quanto sentia prazer em ver o doutorzinho se dando mal.
Não havia mentira no que disse a Lucila.
A moça lá fora, Bianca Fontes, trabalhou na casa do doutorzinho por mais de um ano, pelo relatório que Roberto enviou. Mas repentinamente, ela foi demitida e proibida de se aproximar do condomínio em que babaca morava com a filha.
Aquele pequeno detalhe na ficha do doutor certinho, fez o instinto de Vitório se acender. E ele estava certo, como sempre.
Em poucos minutos, a equipe enviou todos os dados de Bianca. E em seguida ele mesmo foi até a lanchonete encardida em que ela estava trabalhando atualmente. A moça tinha os olhos tristes, e era inegável que passava por uma situação difícil.
Depois de algumas xícaras de café, Vitório conseguiu fazer ela se sentar e conversar um pouco. Foi muito interessante e produtiva a conversa com a moça que perdeu a virgindade com o doutorzinho depois de uma noite de bebedeira em que ambos deixaram o tesão falar mais alto.
A partir daí o irrepreensível Eric, passou a procurá-la sempre que precisava saciar os desejos da carne, chegando ao ponto de dormirem na mesma cama inúmeras vezes, como um casal.
Mas a mocinha boba e apaixonada engravidou. E quando o médico percebeu o que isso representava para a sua imagem, ele a demitiu e disse que se ela ficasse em silêncio, ele a sustentaria, e a criança também. Bianca confiou na palavra de seu amado doutor, mas assim que foi demitida, Eric deixou claro que ela estava sozinha.
- Não está curiosa sobre o presente que trouxe para você? – perguntou subindo a saia envelope preta de alfaiataria que ela usava, seus olhos fixos nela.
Lucila tinha um olhar brilhante, e seus dedos se perdiam nos cabelos dele. Vitório sorriu de canto, puxando o elástico da cinta liga preta rendada.
- Pelo que está usando por baixo dessa roupa recatada, parece até que sabia que eu viria, princesa.
Vitório desatou o nó que prendia a saia dela, expondo a calcinha preta de seda e laços de cetim trançados, cobrindo sua bucetinha cheirosa. Ele agarrou suas coxas, afundando em seus quadris.
- Mal posso esperar para te ver com o meu presente, princesa gostosa!
Lucila não teve tempo de reagir, estava perdida na adrenalina do proibido, de estarem assim em seu escritório, delirante com a “pegada” de Vitório. Seu peito subia e descia, ansioso, quando ele mergulhou entre suas pernas.

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