(Ponto de Vista de Kennedy)
Eu estava tão furiosa que ele simplesmente ignorou completamente como eu me sentia e foi direto para a parte de como eu sabia sobre rejeição. "Será que ele estava apenas esperando que eu nunca descobrisse, para que eu não pudesse machucar o lobo dele?" Meu corpo inteiro tremia de raiva, e eu já não sabia por quanto tempo ainda conseguiria ficar ali discutindo.
Eu já tinha dado um soco nele antes. E duvidava muito que ele fosse deixar isso acontecer de novo. De um jeito ou de outro, eu precisava resolver aquilo, porque se não resolvesse logo, eu acabaria explodindo…
— Não! Claro que não. — Ele rosnou. — Pelas minhas interações com a Robin, você deveria saber disso.
— Você percebe que eu nunca vi você interagir com ela, não é? — Retruquei. — Fora seus guerreiros e a Amy, a única vez que eu vi você realmente interagindo com outras pessoas foi na festa da Rayna. E aquilo foi basicamente só flerte e conversa fiada.
— Minha mãe te mostrou esses livros? — Ele perguntou, olhando para as estantes. — Parece algo que ela faria.
— Não. Eu nunca fui apresentada a ela. — Balancei a cabeça. — Até porque eu passo muito tempo aqui dentro… Sozinha. — Apontei ao redor do escritório com um dedo. — Então imaginei que ninguém se importaria se eu apenas colocasse tudo de volta exatamente como encontrei. Os dias são longos… E às vezes as noites são ainda piores.
Acabei desabando no sofá. Depois daquela confissão, parecia que alguém tinha desligado algo dentro de mim. De repente, toda a minha energia desapareceu.
— A Greta disse que você janta com a minha mãe algumas vezes por semana.
Puxei o ar devagar e fiquei só olhando para ele. A expressão de confusão no rosto dele parecia totalmente sincera. Ele continuava ali, parado no meio do escritório, com os braços largados ao lado do corpo e a mesma cara de quem não faz ideia do que está acontecendo… Tão perdido quanto eu.
"A única pessoa, que não era uma ômega da casa da alcateia, com quem eu realmente passava tempo era…
Merda!
Sério?"
Soltei um suspiro e levantei o olhar devagar até ele, já sentindo a irritação voltar a crescer dentro de mim. Na sequência, respirei fundo outra vez e acabei deixando escapar uma risadinha descrente.
— Faz sentido. Sua mãe por acaso se chama Sarah?
— Ah… Sim. — Ele respondeu com cautela, já na defensiva. "Pelo menos tinha percebido que eu estava irritada…"
— A única pessoa que conseguiu falar comigo todo esse tempo também estava mentindo para mim. Ou, pelo menos, omitindo algumas informações. — Revirei os olhos. — Agora entendi por que ela podia falar comigo quando ninguém mais podia. Você não pode dar ordens para ela.
— Minha mãe é… Intrometida, sem dúvida. Mas tenho certeza de que as intenções dela eram boas.
— Ela conseguiu ignorar sua ordem idiota de Alfa para que todo mundo ficasse longe de mim. Mesmo assim nunca me contou quem realmente era… — Deixei a cabeça cair para trás. — Eu já cansei de mentiras, Ryker.
Suspirei profundamente.
— Então o que você está fazendo aqui? Porque desde que soltou aquela história de que somos companheiros, você praticamente sumiu da minha frente. Eu já desisti de correr atrás da sua atenção ou de tentar puxar conversa. Se a ideia é me deixar ir para que eu encontre outra coisa, então só… Termina logo com isso. — Acenei com a mão de forma displicente.
Ele falou tão baixo que quase não consegui ouvir.
— Eu não quero mais ninguém. E não quero que você vá embora.

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