(Ponto de Vista de Kennedy)
— O que tem de errado com a sala de jantar? — Percebi pelo canto do olho que ele estava me observando.
— Entre várias coisas… Certas pessoas não são exatamente agradáveis. — Lancei um olhar de lado para ele, sem nenhuma intenção de entrar em detalhes sobre a Amy ser uma completa idiota. Em seguida, voltei para o sofá, já sabendo que Sarah não me deixaria sair dali sem comer alguma coisa. — Já que você insiste, então pode ser algo simples. Um sanduíche com batata frita já está ótimo.
— Claro. — Ela saiu dali toda leve, como se nada daquilo fosse estranho ou constrangedor.
— Ah. — O som escapou de mim quando me joguei no sofá.
Eu já tinha falado mais do que devia. Ainda assim, havia tantas perguntas na minha cabeça, tantas coisas que eu queria dizer… Só que, ao mesmo tempo, minha mente estava completamente em branco. Naquele momento, eu não conseguia pensar em uma única coisa para dizer a Ryker.
Então apenas me deitei apoiada no braço do sofá e me encolhi. Pelo menos agora eu estava me sentindo melhor fisicamente, e meu corpo claramente queria descansar.
"Por que eu estou tão quente?"
Respirei fundo e soltei o ar devagar. De repente meu corpo parecia estar superaquecendo e comecei a suar.
"Mas que p*rra…"
Talvez eu ainda não tivesse acordado de verdade. Estava tudo escuro, e minhas pálpebras pareciam impossíveis de levantar de tão pesadas. Tentei me mover, porém cada movimento acontecia lento demais, como se o tempo tivesse desacelerado.
Deixei escapar um suspiro leve quando algo úmido encostou no meu rosto.
— O que…? — Murmurei, sentindo novamente aquela umidade.
Eu não conseguia mexer os braços para limpar minha bochecha e meu coração começou a disparar com aquela sensação de estar presa.
— Ah… — "Eu preciso abrir os olhos. Por que eles não estão abrindo?" Então uma rajada de ar quente e úmido atingiu meu rosto, acompanhada de um bufar, e meus olhos finalmente se abriram de repente.
A poucos centímetros do meu rosto, um olho vermelho-rubi me encarava.
— P*orra! Alfa! O que pensa que está fazendo? — Gritei.
Me remexi mais um pouco e olhei ao redor, percebendo que eu não estava mais no meu escritório. Estava enrolada em um cobertor, na minha cama, com um lobo enorme segurando as bordas do cobertor para que eu não saísse.
Lá fora estava completamente escuro. A única luz vinha da lua parcialmente visível no céu sem nuvens, iluminando o suficiente para que eu distinguisse a silhueta do Alfa e alguns reflexos prateados no pelo dele.
— Como eu vim parar aqui em cima? — Eu sabia que ele não poderia responder, mas mesmo assim perguntei.
Contudo, o Alfa saltou da cama e foi em direção ao meu banheiro.
"Estranho.
Talvez ele tenha sido domesticado."
Sentei na cama, me ajeitando para tentar me refrescar um pouco. E antes que pudesse continuar tendo pensamentos idiotas, Ryker voltou para o quarto usando apenas uma bermuda.
"Ah. Então eles vieram preparados…"
— Sabe… Ele gosta que você tenha dado esse nome para ele. — Droga. A voz sonolenta dele era sexy demais. Ele não deveria ter permissão para parecer e soar assim quando eu precisava continuar irritada com ele…

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