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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 120

(Ponto de Vista de Kennedy)

— O que tem de errado com a sala de jantar? — Percebi pelo canto do olho que ele estava me observando.

— Entre várias coisas… Certas pessoas não são exatamente agradáveis. — Lancei um olhar de lado para ele, sem nenhuma intenção de entrar em detalhes sobre a Amy ser uma completa idiota. Em seguida, voltei para o sofá, já sabendo que Sarah não me deixaria sair dali sem comer alguma coisa. — Já que você insiste, então pode ser algo simples. Um sanduíche com batata frita já está ótimo.

— Claro. — Ela saiu dali toda leve, como se nada daquilo fosse estranho ou constrangedor.

— Ah. — O som escapou de mim quando me joguei no sofá.

Eu já tinha falado mais do que devia. Ainda assim, havia tantas perguntas na minha cabeça, tantas coisas que eu queria dizer… Só que, ao mesmo tempo, minha mente estava completamente em branco. Naquele momento, eu não conseguia pensar em uma única coisa para dizer a Ryker.

Então apenas me deitei apoiada no braço do sofá e me encolhi. Pelo menos agora eu estava me sentindo melhor fisicamente, e meu corpo claramente queria descansar.

"Por que eu estou tão quente?"

Respirei fundo e soltei o ar devagar. De repente meu corpo parecia estar superaquecendo e comecei a suar.

"Mas que p*rra…"

Talvez eu ainda não tivesse acordado de verdade. Estava tudo escuro, e minhas pálpebras pareciam impossíveis de levantar de tão pesadas. Tentei me mover, porém cada movimento acontecia lento demais, como se o tempo tivesse desacelerado.

Deixei escapar um suspiro leve quando algo úmido encostou no meu rosto.

— O que…? — Murmurei, sentindo novamente aquela umidade.

Eu não conseguia mexer os braços para limpar minha bochecha e meu coração começou a disparar com aquela sensação de estar presa.

— Ah… — "Eu preciso abrir os olhos. Por que eles não estão abrindo?" Então uma rajada de ar quente e úmido atingiu meu rosto, acompanhada de um bufar, e meus olhos finalmente se abriram de repente.

A poucos centímetros do meu rosto, um olho vermelho-rubi me encarava.

— P*orra! Alfa! O que pensa que está fazendo? — Gritei.

Me remexi mais um pouco e olhei ao redor, percebendo que eu não estava mais no meu escritório. Estava enrolada em um cobertor, na minha cama, com um lobo enorme segurando as bordas do cobertor para que eu não saísse.

Lá fora estava completamente escuro. A única luz vinha da lua parcialmente visível no céu sem nuvens, iluminando o suficiente para que eu distinguisse a silhueta do Alfa e alguns reflexos prateados no pelo dele.

— Como eu vim parar aqui em cima? — Eu sabia que ele não poderia responder, mas mesmo assim perguntei.

Contudo, o Alfa saltou da cama e foi em direção ao meu banheiro.

"Estranho.

Talvez ele tenha sido domesticado."

Sentei na cama, me ajeitando para tentar me refrescar um pouco. E antes que pudesse continuar tendo pensamentos idiotas, Ryker voltou para o quarto usando apenas uma bermuda.

"Ah. Então eles vieram preparados…"

— Sabe… Ele gosta que você tenha dado esse nome para ele. — Droga. A voz sonolenta dele era sexy demais. Ele não deveria ter permissão para parecer e soar assim quando eu precisava continuar irritada com ele…

— Você poderia ficar? — Perguntei depois de um momento. — Na sua forma humana, quero dizer.

Eu sabia que conseguia ficar perto do lobo sem problema. Era praticamente como ficar perto do Jeremiah ou do Bennet.

Mas Ryker era diferente.

Era ele quem me atraía fisicamente.

"Será que eu conseguiria ficar ao lado dele sem que nada mais acontecesse? Será que meus sonhos… Ou meus pesadelos… Seriam melhores ou piores com ele ali em forma humana?"

Eu não queria precisar dele. Também não estava pronta para perdoá-lo…

Mas não tinha problema nenhum em aproveitar o fato de que eu me sentia melhor com ele por perto.

Ele me devia isso.

Enquanto esperava a resposta, meu corpo tremia de expectativa. Se ele dissesse não, eu poderia simplesmente quebrar. Ele mesmo tinha admitido que esteve com outras mulheres enquanto eu estava ali… E era exatamente isso que mais doía.

"Será que ele realmente me queria?"

Da última vez que estive ali, a tensão entre nós foi clara. Mesmo assim, como eu acreditava que nunca mais o encontraria, aquilo não parecia importar.

Afinal, ele também não me contou quando descobriu que eu era a companheira dele.

— Eu farei o que você quiser.

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