(Ponto de Vista de Ryker)
— Pare de monopolizar a Kennedy. Ela está brava com você, lembra? — Danny gritou.
— Você não está se ajudando em nada. Ela está grudada em mim para se proteger de você, idiota.
— Tanto faz, ela está no meu time. Ela desafiou o Josh para uma guerra de bolas de neve.
— Eu não fiz isso! — Cometi o erro de espiar por trás de Ryker e, no mesmo instante, mais duas bolas de neve vieram na nossa direção. Dei um gritinho e me escondi novamente atrás dele.
— Acho que vou levar a sua Luna para dentro para comer. Não podemos deixar ela passar fome. Temos que manter carne nesses ossos. — Ele beliscou minha lateral, e eu soltei outro gritinho. — Além disso, ela já está começando a tremer. Diferente de vocês, cabeças quentes, ela precisa de uma camada extra de roupa.
— De quem você está falando? Você é quem mais perde a cabeça aqui. — Danny tropeçou de volta para o deque, com neve grudada no cabelo e um enorme sorriso juvenil no rosto.
— Eu não sou cabeça quente. Eu só tenho pouca tolerância para muita coisa. — Agora quem estava rindo era eu.
— Vamos comer, eu estou morrendo de fome! — Danny passou o braço ao redor do meu pescoço e me puxou para frente, tirando-me dos braços de Ryker. — Depois precisamos planejar o nosso dia.
O café da manhã foi tranquilo, embora eu tenha feito questão de sentar de costas para Amy. O olhar cheio de ódio que ela me lançava não diminuía nem um pouco. Eu não tinha medo dela, mas aquilo definitivamente era perturbador. Quando estávamos saindo, ela ainda tentou chamar a atenção de Ryker, dizendo que havia um assunto urgente que não podia esperar.
No entanto, aparentemente a Robin tinha um sexto sentido para detectar qualquer tipo de confusão acontecendo dentro da casa da alcateia, porque ela apareceu do nada, pronta para marcar uma reunião e pedir todos os detalhes daquele "assunto urgente". Assim, ficamos livres para ir embora.
Enquanto eu era conduzida pelo corredor dos escritórios, virei para fazer uma pergunta e percebi que Ryker e eu estávamos sozinhos novamente. Eu não fazia ideia de quando aquilo tinha acontecido, porém, antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa, ele abriu a porta de um cômodo que eu nunca tinha notado antes.
— Eu percebi que você não usa muito o escritório da Luna e pensei que talvez gostasse mais deste aqui.
Olhei para ele rapidamente.
— Não é que eu não goste. Só… Não é meu. Eu não queria mexer em nada e acabar estragando algo.
— Você pode estragar o que quiser, esta é a sua casa. Mas eu acho que vai gostar mais disso aqui. — Ele segurou meus ombros e me virou para frente, e eu fiquei sem palavras.


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