(Ponto de Vista de Kennedy)
— E se eu estivesse totalmente de acordo em ser jogada contra o automóvel? — Sorri com a maior inocência que consegui, olhando por cima do ombro.
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Ele soltou um rosnado grave.
— Entra logo no carro. Já vai ser difícil o bastante dirigir com essa imagem na minha cabeça.
Inclinei-me sobre o console central.
— Eu poderia ajudar a resolver esse problema. — Murmurei suavemente enquanto estendia a mão em direção a ele, já sabendo exatamente o que iria acontecer.
Como previsto, ele segurou meu pulso e se inclinou bem perto.
— Eu já te disse. A primeira vez que eu gozar por sua causa não vai ser na sua mão nem naquela sua boquinha atrevida. Vou estar enterrado tão fundo nessa sua bucetinha doce, olhando direto nesses seus olhos azul-gelo, que você vai esquecer até o próprio nome. — Ele abriu um sorriso lento, deliberado. — Agora, eu estou excitado e com fome, então podemos ir buscar comida para eu me acalmar antes de ter que trabalhar com aqueles adolescentes cheios de hormônio?
— Você se encaixaria perfeitamente com eles. — Respondi.
Num movimento rápido como um raio, ele esticou a mão e apertou meu joelho, arrancando um grito meu. Em seguida começou a fazer cócegas até que eu respondesse a pergunta dele.
— Sim! Sim! A gente pode ir!
Assim que entramos no estacionamento, um ômega apareceu para pegar o carro e levá-lo até a enorme garagem que ficava em um dos lados da casa da alcateia. Seguimos pela porta da frente e foi justamente nesse momento que o nervosismo bateu. Não era exatamente por causa das pessoas. Eu simplesmente nunca abaixava a guarda. Desde aquele dia no escritório do Ryker eu não via a Amy, mas isso não queria dizer que ela não estivesse por aqui, escondida em algum canto. O café da manhã sempre parecia ser o horário preferido dela para tentar encurralá-lo e, como tudo vinha correndo bem demais, eu já ficava esperando a hora em que alguma coisa iria dar errado.
Dei uma pausa, antes de continuar:
— A tia Beth tinha me dado um quarto lá quando eu tinha seis anos. Só que, naquela noite, eu precisava estudar para uma prova enorme, meu pai ainda tinha trabalho para terminar e ainda por cima estavam prevendo uma tempestade forte para o dia seguinte, o que deixaria a viagem complicada. Então resolvemos ir embora tarde da noite. Eu acabei dormindo no banco de trás, por isso tudo o que sei do que aconteceu depois foi o que me contaram. Em algum momento, mais ou menos na metade do caminho para casa, um motorista bêbado bateu no nosso carro. O carro capotou várias vezes e só parou quando ficou preso contra uma daquelas barreiras de concreto no meio da rodovia.
Ryker passou o braço ao meu redor e me puxou mais para perto.
— Demorou bastante até eu conseguir achar algum aparelho para chamar ajuda, e o pior é que eu não conseguia sair do carro de jeito nenhum. Segundo os terapeutas, o fato de eu ter ficado presa lá dentro com meus pais, que morreram no impacto, durante a hora que levou para alguém chegar até mim, é o que causa meus pesadelos.
— Por favor, me diz que o motorista também teve o que merecia. — Josh falou do outro lado do Ryker, com agressividade na voz.
— Ele também morreu. No fim, fui a única que sobreviveu, e até hoje ninguém consegue explicar como ou por quê. O carro ficou completamente destruído. Para me tirar de lá, tiveram que cortar tudo, como se estivessem abrindo uma lata… E eu saí praticamente ilesa, só com um corte atrás da orelha que levou três pontos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
E a história da Kennedy + Ryker nunca mais voltou.......
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...