(Ponto de Vista de Kennedy)
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Amy ainda estava gritando e arranhando meus braços. Sinceramente, eu nem saberia dizer o que ela estava falando e, para ser honesta, não me importava nem um pouco. Assim que cheguei ao final do caminho, impulsionada por uma descarga de adrenalina, levantei o corpo dela com força e a arremessei, berrando, direto na grama. Em seguida saltei atrás, prendendo-a com as pernas enquanto agarrava o topo da cabeça dela com uma das mãos e puxava para trás, obrigando-a a encarar exatamente a loucura que estava diante dela.
— A partir de agora você não chega mais perto da casa da alcateia. Os campos de treinamento também estão proibidos para você. E, se o Alfa ou eu estivermos em algum lugar, trate de ficar bem longe. — Senti a força da ordem explodindo ao meu redor enquanto as palavras saíam da minha boca.
— Sua v*dia do car*lho! Por que você ainda está aqui? — Ela gritou, tentando me arranhar outra vez. — Ele não te quer, nunca quis! Então morre logo de uma vez!
Eu acertei um soco forte nela, arrancando ainda mais fios de cabelo. Logo recuperei o aperto no couro cabeludo dela e puxei a cabeça para trás outra vez, preparando-me para bater de novo, quando de repente braços fortes me ergueram do chão e me puxaram contra um peito sólido. Eu estava respirando tão pesado pela boca que nem reconheci o cheiro dele imediatamente... Naquele momento, a única coisa que eu conseguia pensar era em voltar para Amy e matá-la com as próprias mãos.
— Você já deixou seu ponto bem claro, minha Luna. Deixe isso para lá. — O tom suave dele só conseguiu me irritar ainda mais.
Eu sabia muito bem que já tinha deixado meu ponto claro. Já tinha feito isso mais vezes do que qualquer pessoa deveria precisar repetir. Ainda assim, ela nunca entendia, e provavelmente só entenderia quando algo realmente terrível acontecesse com ela.
— Me põe no chão, Ryker. — Rosnei.
— Só quando você se acalmar, docinho.
Respirei fundo pelo nariz, deixando o cheiro dele me envolver e, pouco a pouco, levar embora parte da raiva que ainda queimava dentro de mim.
— Por favor... Me põe no chão. — Inclinei o corpo para trás, encostando no ombro dele. Minha voz soava mais calma do que eu realmente me sentia.
Ele me colocou de volta no chão, embora não me soltasse completamente, então me inclinei para frente só para garantir que Amy entendesse que eu estava falando exclusivamente com ela, não importando quantas pessoas estivessem assistindo.
— Fique... Longe… Do... Meu... Companheiro. Da próxima vez, ninguém vai me impedir. — Rosnei para ela antes de me virar e voltar para dentro da casa.
"Graças à Deusa, Ryker me deixou ir. Porque, sinceramente, ele poderia ter perdido alguns dedos se tivesse tentado me fazer ficar ali para conversar ou explicar qualquer coisa…"


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