(Ponto de Vista de Kennedy)
— Posso entrar, docinho?
— Claro. — Minha voz soou fraca, mas não parecia triste nem abatida, apenas cansada.
— Sinto muito, amor. Eu não fazia ideia de que era você, caso contrário teria contado antes. Eu sei que meu pai disse que escondeu isso de nós para não piorar a sua imagem sobre mim, mas sinto que isso era algo que deveríamos ter ciência. E depois de tudo o que eu te fiz passar... Como você vai conseguir me perdoar algum dia? — Ele parecia tão abatido que meu peito apertou. Eu odiava ver aquela expressão no rosto dele.
Ajoelhado ao lado da banheira, ele ficou com o rosto perto do meu. Então levantei as mãos, segurei o rosto dele pelas bochechas e encarei firme aqueles olhos verde-esmeralda.
— Não há mais nada para perdoar. Todos os dias você me mostra que está tentando ser melhor por mim, por nós.
— Tudo o que você perdeu poderia ter sido evitado...
— Nós não sabemos disso.
Respondi com calma, respirando fundo antes de continuar.
— Ninguém pode afirmar que aqueles lobos estavam atrás de vocês. Do mesmo jeito, também não dá para saber se eles não teriam nos atacado de qualquer forma, mesmo que vocês não estivessem naquela estrada ou tivessem saído em outro horário. Eu não posso viver me arrependendo de coisas que estão fora do meu controle. Isso é algo em que venho trabalhando há muito tempo, e não tem como voltar atrás agora. As coisas aconteceram desse jeito, e eu só quero aproveitar o que tenho neste momento.
Foi exatamente nesse momento que alguém bateu na porta.
— Alfa, Luna, temos um problema! — Josh gritou da porta do nosso quarto.

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