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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 187

(Ponto de Vista de Ryker)

— Apenas respire.

— Não vou me acalmar coisa nenhuma. E ninguém vai sair desta floresta antes dela aparecer! — Rugi para a escuridão.

Eu estava cercado por todos os guerreiros que poderiam ser poupados e por cada membro da alcateia que Kennedy tinha tocado de alguma forma. Todos estavam ali por ela, prontos para salvá-la... Quando eu não consegui.

— Eu não mandei você se acalmar. Não sou tão estúpido assim, e nenhum de nós está calmo agora. Só que você é a nossa melhor conexão com ela, e enquanto estiver agindo como um lunático, não vamos conseguir usar isso. Então se recomponha e diga o que ela falou. — Josh estava fazendo o possível para me manter lúcido. Eu conseguia ver e sentir isso, mas, sinceramente, não dava a mínima. Minha companheira tinha sido levada bem debaixo do nosso nariz.

Eu queria ela em casa, segura, mas Kennedy foi teimosa demais para ouvir, e agora estávamos pagando o preço. No fim, eu estava certo... E agora ninguém sabia o que estava acontecendo com ela. Eu conseguia senti-la, mas tudo parecia confuso, como uma frequência interferida na minha cabeça. E, para piorar, ela tinha descoberto como fazer a conexão mental conosco…

"Ela nem sequer tinha uma loba... Então como diabos isso era possível?"

Ela avisou todo mundo, e nós entramos em alerta imediatamente. Ainda assim, ela foi a única baixa nesse ataque cheio de camadas. Ninguém se feriu no incêndio e, graças às patrulhas reforçadas, interceptamos uma dúzia de intrusos tentando atravessar nossas defesas. O problema era que todos foram mortos antes de levarem Kennedy, e agora não havia ninguém para interrogar…

Diante disso, tudo o que eu conseguia fazer era andar de um lado para o outro, consumido pela energia nervosa. Do jeito que estava, eu provavelmente acabaria arrancando todo o meu cabelo...

A única coisa que não saía da minha cabeça era a expressão no rosto dela quando me contou sobre o que aconteceu no Arco Lunar de Prata, revivendo tudo o que fizeram com ela.... "Aquilo não podia se repetir. Falhar com ela de novo simplesmente não era uma opção…" Meu peito parecia que ia ceder a qualquer momento, e eu sabia que não havia nada que eu pudesse fazer para segurar aquilo.

— Alfa! Já chega! — Meu Beta chegou a rosnar para mim, algo que nunca tinha acontecido antes. Até aquele momento, ele nunca precisou me pôr na linha. — Assim você só está deixando o Bennet mais desesperado. Fala alguma coisa útil para ele. Ele precisa encontrá-la tanto quanto você precisa.

Aquilo me tirou do espiral por um instante, e eu olhei para o nosso Gama... O Gama dela.

O rosto de Bennet estava sujo e riscado de lágrimas. Desde o ponto onde o cheiro dela sumiu pela última vez, ele tinha atravessado a floresta inteira correndo. As mãos estavam abertas em cortes, sangrando, e os olhos tinham aquele brilho selvagem enquanto ele gritava o nome dela, desesperado, igual uma criança presa em um pesadelo.

Agora estava agachado no chão, encarando o balde nas mãos de Kennedy, tentando arrancar dali qualquer pista de por onde começar. Ele até tentou se transformar, mas não adiantou. O rastro dela desaparecia do mesmo jeito que aconteceu em todos aqueles acampamentos abandonados que encontramos antes.

— Eu não consigo, Josh. Não estou conseguindo pensar em nada, minha cabeça não para em lugar nenhum. Eu não sei o que fazer… Nem como seguir em frente sem ela. Foi por isso que eu sempre evitei ter uma companheira. Foi por isso que tentei lutar contra isso quando ela apareceu. Existe poder demais nesse tipo de vínculo… E quem a pegou sabe exatamente o que está fazendo.

Meus ombros caíram, e eu sequer consegui encará-lo. "Nenhum Alfa deveria ter um ponto tão fraco…"

— Então se recomponham de uma vez, porque eu vou chamar reforço. A gente precisa da Kennedy, e vocês dois estão aí agindo como idiotas enquanto o tempo passa.

No entanto, nem deu tempo de perguntar que diabos ele estava querendo dizer.

'Ryker, para um segundo e usa a cabeça. Um monte de gente da alcateia convive com ela todos os dias. Fala com eles, com os guerreiros, com aquelas crianças que vivem grudadas nela… Alguma coisa vai aparecer. Tem que existir alguma pista que a gente possa usar para encontrá-la.'

— É um rastro do sangue dela. E não é pouco…

Ele engoliu seco, e na mesma hora meu coração se apertou. Por um instante tudo girou e fiquei tonto, mas forcei aquilo para o fundo do peito. Eu precisava chegar até ela, precisava vê-la de novo… E tinha certeza de que ela estava viva, conseguia sentir isso, porém, se o Todd estivesse certo, então a situação era bem pior do que eu imaginava.

— Beleza, então guia a gente. Bennet! Levanta daí, porr*! Temos uma Luna para resgatar. E, quem sabe, desta vez ela até deixa a gente ajudar sem sair brigando com todo mundo. — Tentei aliviar o clima dele. Assim como eu, Bennet precisava sair daquele estado. Só que ele se culpava ainda mais do que eu, e isso levaria tempo para passar.

Todd e os outros caras já saíram na frente sem hesitar, e nós fomos seguindo atrás deles. Demorou coisa de cinco minutos até alcançarmos o lugar onde Kennedy tinha se segurado num galho com todas as forças. O sangue dela estava nas folhas e na casca da árvore, mas não tinha aparência de respingo. Em certos pontos dava para ver claramente as marcas dos dedos.

"Ela resistiu aqui.

Essa é a minha garota. Aguenta firme, docinho. Eu já estou a caminho."

Continuamos seguindo por uma parte bem densa da floresta. Enquanto avançava, fiquei pensando se aqueles caras faziam ideia de que ela tinha deixado sangue marcado em tantas superfícies pelo caminho. De qualquer forma, só havia duas opções: ou eles eram muito burros… Ou estavam armando alguma coisa.

Sendo assim, precisávamos avançar com cuidado, mas aquele ritmo lento estava destruindo o pouco de paciência que ainda me restava.

— Estou chegando, amor. — Eu não sabia se a frequência dela estava tão interferida quanto a nossa, mas não importava. Eu não pararia de tentar.

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