(Ponto de Vista de Kennedy)
— Podemos usar a arena para manter todo mundo reunido. Sem ofensa, Finn, mas precisamos vigiar todos os seus seguidores, porque ainda não fazemos ideia de quem pode estar trabalhando com a Amy.
— Sem problemas, Luna. Eu entendo. E eles também vão entender.
— Posso te perguntar uma coisa? — Bennet deu a volta por Ryker e por mim. — Por que você está usando o título dela?
Finn soltou um resmungo de desprezo e cruzou os braços. Ele ainda não tinha se levantado da posição ajoelhada no chão. Na verdade, permanecia ali de propósito, mantendo-se em desvantagem para demonstrar que estava cooperando.
— Ela é uma Luna, por acaso você não percebeu? — Respondeu ele com sarcasmo. — Sendo o Gama dela e tudo mais, achei que você teria ao menos essa informação básica.
Um rosnado escapou de Bennet enquanto ele avançava um passo, claramente prestes a partir para cima. No entanto, eu o interrompi, segurando-o pela cintura da bermuda.
— Bennet, escuta… Eu também só quero voltar para casa. Só que, antes disso, a gente ainda precisa descobrir onde a Amy se enfiou e o que diabos ela está planejando agora. Depois de tudo o que descobrimos, já deu para entender que aqueles ataques e toda aquela merda que vem acontecendo são culpa dela. Então primeiro precisamos lidar com o pessoal que ela manipulou, separar quem ainda é leal a ela… E, pelo jeito, ao pai dela também, seja lá quem for esse cara. Após isso, os dois vão ter que responder por tudo.
— E esse filho da put* aqui? — Bennet rebateu imediatamente. — Ele ordenou que te capturassem e provavelmente planejava te matar depois de capturar o Ryker.
Bennet parecia prestes a explodir. Os punhos estavam fechados ao lado do corpo enquanto o olhar dele pulava de mim para o Finn o tempo todo. Até esse movimento simples saía tenso demais, quase descontrolado, como se ele e o lobo dentro dele estivessem brigando para decidir em quem focar. E aquele cabelo vermelho-escuro só deixava tudo ainda mais ameaçador.
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Dei um passo à frente, embora não o suficiente para perder o braço de Ryker ao redor da minha cintura. Ainda assim, cheguei perto o bastante para pousar minhas mãos nuas sobre a pele dos braços de Bennet. A sensação não era a mesma descarga de energia que eu sentia com Ryker, aquela conexão de companheiros, mas ainda assim existia um calor. Uma espécie de conforto que parecia fluir de mim para ele e voltar de novo.
Ele me encarou em silêncio, os olhos azul-escuros examinando os meus claros como se tentasse arrancar alguma resposta dali. No fundo, eu sabia que ele não engoliria aquilo tão fácil. E também sabia que confiar nas pessoas nunca foi algo simples para ele, bem diferente de mim. Na prática, quem manteria a mente fria seriam ele e o Josh, porque o Ryker estava completamente concentrado em mim.
— Ele pode responder pelo próprio julgamento, se você achar que precisa. — Falei com calma. — Mas as pessoas que o seguiram por um ano inteiro deveriam ter a chance de falar por ele. Todos ali foram enganados e manipulados pela Amy de alguma forma. E ele foi a única razão do Dirk não ter conseguido fazer mais do que isto… — Apontei outra vez para o meu rosto. — Comigo.

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