(Ponto de Vista de Kennedy)
— Ele não vai deixar isso passar. — Ela me olhou, depois voltou o olhar para ele. — Desde antes do Natal. — E cruzou os braços, com aquela expressão de quem já sabia de tudo.
Os braços do Ryker ficaram rígidos ao meu redor, e então percebi que realmente não falava com eles desde antes dele me encontrar quase congelada na floresta. Desde então, não tive notícias nem tempo para conversar e, sinceramente, eu já estava cansada de mentir, dizendo que estava tudo bem quando eles sabiam claramente que não estava.
— A gente vai conversar sobre isso depois, docinho.
— Ok, mas nem tem muito o que conversar. Agora vamos, porque, apesar de eu estar morta de cansada, ainda quero ver todo mundo.
Ele afrouxou o abraço, e então fui até a Rayna, puxando ela para um abraço.
— Desculpa… Eu vou te contar tudo, só não agora, ok? — Sussurrei no ouvido dela, mesmo sabendo que os outros conseguiam ouvir, porque esse era o preço de viver cercada de lobos. — E aí, quando eu vou conhecer esses dois? — Passei a mão na barriga dela de novo.
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— Daqui a algumas semanas, eu acho… Com dois aí dentro é meio difícil saber. Só fico feliz que a gestação da gente seja mais rápida que a dos humanos, porque eu não consigo imaginar ficar grávida quase um ano inteiro. — Ela resmungou.
— Espera… Quanto tempo dura a gestação de vocês? Nunca parei pra prestar atenção nisso, mas acho que agora isso importa.
— Uns seis meses. Ainda é tempo pra car*mba, mas, comparado com humanos, até que está ok. — Ela deu de ombros, me puxando pelo braço enquanto me levava pelo corredor, deixando os outros para trás.
— Tem certeza de que esse é o melhor lugar para você agora? Não era para estar em casa?
— Em outro lugar isso até poderia ser um risco… Mas aqui é o território da minha alcateia, então está tudo sob controle. Além disso, eu precisava sair da casa da alcateia, e a única coisa que o Jeremiah aceitou foi você. Portanto, no fim das contas, você virou meu maior trunfo. — Ela riu, e eu acabei sorrindo também.
A gente mal tinha entrado no salão e o Bennet já apareceu vindo direto na minha direção, parando bem na minha frente. Ele estava um caos completo. O cabelo todo bagunçado, como se alguém tivesse puxado várias vezes, a camisa meio para fora de um lado e a calça social até parecia desalinhada... Parecia uma criança depois de perder várias brigas seguidas com a própria mãe.
— Já terminou de me fazer passar um susto do car*lho ou quer me dar cabelo branco e uma úlcera também?
Nem hesitei, só levantei os braços e o puxei para perto, abraçando forte pelo pescoço. Com tudo que ele já tinha vivido ao meu lado, tanto quanto o Ryker, a gratidão simplesmente não tinha como não vir.
Ele ficou meio sem reação por um instante, e eu sabia exatamente o motivo. Meu companheiro estava ali atrás, deixando o ciúme bem evidente, mas ainda assim ele acabou retribuindo. Afinal, não tinha nada de romance ali, assim como também não existia nada entre mim e o Jeremiah.
— Você não ia gostar de mim de outro jeito.
— Mas você está bem mesmo?

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