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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 227

(Ponto de Vista de Finn)

Um rosnado carregado de intenção de matar fez o chão vibrar, e, no segundo seguinte, uma massa de pelos negros passou pela Kennedy e veio direto em mim. Me transformei na hora, já rolando para longe dela, enquanto o lobo do Ryker avançava com dentes e garras expostos. Só que eu era rápido, sempre fui, algo que aprendi vivendo sozinho a vida inteira.

A raiva dele fazia todo sentido, só que eu não ia me entregar assim, nem morrer sem ter certeza de que quem estava do meu lado ia sair dessa inteiro. "Nada daquilo tinha sido culpa deles… Fomos todos enganados. Eles não tinham que pagar por isso… Eu tinha."

— Ryker! Lobinho! Não! Para! Você precisa me ouvir, por favor! — Ouvi a Kennedy gritar.

Mas o lobo do Ryker já tinha perdido o controle, não ouvia nada… Só continuava tentando afundar os dentes no meu pescoço.

— Luna! Merda! Luna, você está bem? — Escutei um dos guerreiros falando justo na hora em que meu lobo rolou no chão e cravou as garras no flanco do Ryker. Eu não era idiota de tentar matar ele… Só estava comprando tempo.

— Não! Pare eles! Por favor, eles precisam parar. Ele não fez nada comigo! — "Ela… Estava me defendendo?"

Vacilei por um segundo, e isso saiu caro, porque as garras dele rasgaram meu focinho e me fizeram recuar. Ele estava só brincando comigo, esticando minha dor sem pressa. Só que ele não entendia que eu já não ligava mais pra nada, eu só queria garantir que meus amigos não pagassem pelo que a Amy fez… E pelo que eu deixei acontecer. Então voltei pra forma humana, na esperança de que ele entendesse aquilo como rendição.

— Eles sequestraram você. Isso é tudo o que precisamos saber. — Vi o Beta segurando uma Kennedy completamente agitada.

— Ele não me sequestrou. E não me machucou. Na verdade, ele foi o único aqui que demonstrou um mínimo de gentileza. Agora faça eles pararem!

Fiquei ali, imóvel, sustentando o olhar do lobo do Ryker e aquele vermelho intenso que parecia atravessar tudo. Eu entendia por que ele era o Alfa mais forte, aquilo não era só aparência, dava pra sentir. A presença dele vinha em ondas, pressionando, impondo respeito, quase obrigando a submissão.

Logo, ele avançou de novo, já na forma humana, me derrubando no chão. E as mãos dele se fecharam no meu pescoço, firmes o suficiente pra cortar o ar, mas não pra me matar.

Ryker levantou o olhar para ela, e, assim que os olhos deles se encontraram, ele me soltou e foi direto até ela. Por um instante, achei que ele tinha simplesmente me deixado de lado, mas aí vi os guerreiros vindo na minha direção pra me imobilizar, e ficou claro que eu ainda ficaria vivo… Pelo menos por enquanto, porque ele não iria abrir mão de me matar com as próprias mãos.

— Kennedy… — Ele murmurou, e eu desviei o olhar. Afinal, não dava para assistir aquilo sabendo que eu nunca teria algo assim.

— Eu estou bem. Não estou machucada. Mas preciso que você preste atenção em mim. Você pode fazer isso? Pode me ouvir? Essa situação é bem mais complicada do que você imagina.

Eles se afastaram juntos, enquanto eu era puxado para ficar de pé. Assim, resolvi arriscar falar, torcendo para que aqueles guerreiros ainda estivessem pensando com a cabeça e não só com a emoção.

— Eu vou sem resistir para onde quiserem me levar, mas, por favor, não prendam os outros intrusos. Eles só estavam seguindo ordens…

Um impacto veio antes que eu terminasse, e a dor explodiu na minha cabeça. Caí para frente, sentindo o chão se aproximar rápido demais, enquanto a última coisa que ouvi foi um "filho da put*" vindo de algum lugar atrás de mim.

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