(Ponto de Vista de Kennedy)
— Você lutou muito bem hoje. Dá para ver que gosta de treinos longos e exaustivos. Se algum dia quiser um individual, eu sou o cara certo. — Danny veio andando cheio de charme ao meu lado, enfiando-se entre o Gama Bennet e eu, e tudo que consegui fazer foi rir. Afinal, eu realmente adorava aquela provocação divertida, além de amar que nenhum deles estivesse me tratando de maneira diferente só por eu ser humana.
— Certo, vai, vaza. — Greta empurrou o Danny para longe. — A estrela novata precisa ir se arrumar, porque apesar de toda a falação de vocês dois, foi comigo que ela ficou mais tempo suada e grudada. — Ela piscou para as caras atônitas deles e passou o braço por cima dos meus ombros para me levar à caminhonete, enquanto eu ria.
— Espera! Eu também posso fazer isso! — Danny gritou atrás de nós, e eu comecei a rir ainda mais.
O Gama Bennet e a Greta me escoltaram até o meu quarto quando chegamos à casa da alcateia, como se eu fosse incapaz de chegar lá sozinha. Eu não fazia ideia se aquilo era proteção ou outra intenção, ainda que não tivesse tempo para refletir, já que fui atacada no momento em que abri a porta do quarto.
— Finalmente! Achei que você nunca fosse voltar! Você é tão impossível quanto o Jeremiah comentou. Vamos, vá para o banho, precisamos te deixar fabulosa para esta noite! Quem sabe encontramos um companheiro para você! — Rayna falou tão rápido que parecia nem respirar, e eu apenas revirei os olhos, lembrando que ela já repetiu aquela história de me arrumar um companheiro desde que resolveu acreditar que eu não estava tentando roubar o dela.
— Você sabe qual é a probabilidade de uma humana ter um companheiro lobisomem? Tipo dois por cento, e ainda aposto que quando acontece, o humano é um daqueles fisiculturistas malucos que podem comer lobisomens no café da manhã. — Ri da cara dela. — Para um humano eu sou mediana, e para os lobisomens até um pouco pequena, o que significa que não sou companheira de ninguém. Sendo assim, vou para a faculdade, vou pegar meu diploma, trabalhar como qualquer humana normal e aparecer de tempos em tempos para ver meus amigos sobrenaturais. — Sorri para ela. — Principalmente quando eu tiver um quarto desses me esperando e um monte de sobrinhos para mimar. — Falei, fazendo um gesto dramático com a mão.

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