(Ponto de Vista de Finn)
— Então você está dizendo que eles eram mais espertos que você. Por que continuou seguindo ela cegamente?
— É isso que companheiros fazem. A gente fica cego pra verdade. — Dei um gole grande na água, deixando a pressão da garganta me distrair da raiva que sempre vinha à tona quando alguém mencionava minha ex-companheira.
Logo depois, continuei:
— Ela usou a confiança deles em mim e me colocou como líder. Ninguém questionou, porque eu ajudava nas decisões e achavam que ela só estava tentando se integrar ao grupo me apoiando. Mas, na real, ela só era boa em usar meu nome pra conseguir o que queria. Manipulação pura. — Respirei fundo outra vez e dei mais um gole de água.
— Certo… Então o que você era antes de tudo isso? — Ela se ajeitou sentada, claramente interessada na história.
— Minha alcateia era pequena. Meu pai, minha mãe, meu irmão e eu éramos guerreiros... Só que uma noite tudo virou, porque uns cem lobos apareceram numa emboscada. Até hoje eu não sei quem eram, mas não deu pra fazer nada. Eles atacaram primeiro o Alfa e a família dele, e depois foram acabando com o resto da alcateia. Eu consegui sair com mais uns trinta, a maioria crianças. E, até hoje, o que não faz sentido é que eles não vieram atrás da gente. No fim, ficaram com o território, e a gente seguiu nosso caminho
— Quantos anos você tinha?
— Nem vem. — Cortei, balançando a cabeça. — Quer informação, então tem que dar algo em troca.
— O quê? Não! Isso não é justo.
— Então melhora como interrogadora. — Pisquei pra ela, percebendo que fazia tempo que eu não contava essa história e, de alguma forma, aquilo tinha tirado um peso.
— Você descobriu alguma coisa sobre esses intrusos enquanto eu estava fora? Eu senti seu cheiro pelo perímetro sul.
Tive que me forçar a desviar o olhar quando ela terminou de guardar as roupas. Até porque tirando o fato de ser completamente maluca, ela era perfeita. O cabelo castanho-escuro tinha mechas avermelhadas que se moviam a cada passo, curto o suficiente pra não atrapalhar a visão, mas solto o bastante pra chamar atenção.
Meu lobo, nada útil, já me mostrava a imagem daqueles fios enrolados nos meus dedos. O corpo dela tinha definição, mas ainda parecia macio ao toque. E os seios… Encaixavam perfeitamente na mão, num formato que fazia minha boca secar.
— Viu algo que gostou? — Ela devolveu a provocação com um sorriso de canto.
"Deusa…" Deu vontade de tirar aquela atitude dela na base da mão.
— Você devia se sentir lisonjeada. Faz tempo que uma mulher não chama minha atenção assim. — Respondi, passando por ela e me transformando antes que eu falasse mais alguma besteira.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
E a história da Kennedy + Ryker nunca mais voltou.......
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...