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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 255

(Ponto de Vista de Greta)

O jeito que o Finn me olhava era completamente novo pra mim. Não era só desejo, tinha fome naquele olhar, mas também algo mais profundo, como se, no fim das contas, eu fosse tudo o que ele queria.

'Bem, ele é um cara… Um cara muito, muito gostoso, e você é uma mulher.'

'Cala a boca.' Repreendi minha loba. 'Fico me perguntando se ele estava mesmo dizendo a verdade sobre não ter se interessado por nenhuma mulher há tanto tempo.'

'Vai ver ele é bi! Eu sempre quis tentar um ménage!'

'Você é ridícula!' Acabei rindo, apesar de tudo. 'E tem mais… Talvez o vínculo deles fosse diferente, porque a Amy ficava com qualquer um e isso não afetava ela. Nesse caso, ele poderia muito bem estar inventando coisa só pra tirar vantagem aqui.' Só de pensar nisso, um incômodo pesado se instalou dentro de mim.

'Nada disso, ele estava te olhando como se você fosse um lanchinho.'

— Greta! — A voz do Finn cortou nossa discussão, me fazendo virar na mesma hora. Ele estava a uns vinte metros de mim, mudando de forma rapidamente. — Vai querer dar uma olhada nisso ou prefere ficar correndo em círculos? — Sussurrou, erguendo uma sobrancelha.

Minha loba revirou os olhos, enquanto ele ria de nós, mas, ainda assim, trotamos de volta até ele e, em seguida, nos transformamos, vestindo uma bermuda e uma regata. Não era nada apropriado para a estação, porém, se precisássemos mudar rápido de novo, eu não me importava em perder essas roupas.

— Qual é o plano? — Perguntei, já imaginando qual seria a resposta.

— Improvisar. — Ele deu de ombros. — A única informação que eu tenho é que eles entram e saem por aquela abertura pequena. — Apontou. — Além disso, não sinto nenhum cheiro vindo dessa direção. Então vamos subir a colina, chegar o mais perto possível sem sermos vistos e, depois, descobrir o resto. — Ele virou as costas e saiu andando, como se aquilo já estivesse decidido.

O jeito dele organizar aquilo me deixou toda arrepiada de nervoso, porém não dava pra discutir naquele momento e, como o vínculo mental estava fora de jogo, nem dentro da cabeça eu conseguia brigar com ele. Então não tive escolha, apenas segui atrás. Logo encontramos um ponto próximo o bastante para ouvir vozes vindo do barraco, enquanto a vegetação ainda nos mantinha escondidos, e nos acomodamos rapidamente.

Encostei o olhar no Finn e encontrei só frieza ali, com os olhos endurecidos de quem reconhecia aquelas pessoas. E, na mesma hora, senti que aquela noite ainda tinha muito chão pela frente. Eu queria poder fazer perguntas, montar um plano com ele, mas estávamos perto demais, e talvez não saíssemos dali sem uma luta.

Só me restava torcer para que não nos encontrassem agora, ainda mais porque Finn não estava em condições de lutar. Se eles nos dominassem e capturassem, ela certamente tentaria nos usar para chegar até o Ryker.

Toquei o ombro dele, mas ele apenas balançou a cabeça, como se quisesse continuar ouvindo tudo aquilo, suportando as provocações sobre ele e sobre a antiga companheira. "Masoquista!" Eu precisava tirá-lo dali, encontrar um lugar para acampar e fazer com que ele se recompusesse... Ao redor, notei uma área que parecia outra caverna, algo que poderíamos usar, mas ainda ficando próximos.

Puxei seu braço outra vez, e então seus olhos me assustaram de verdade. Eu nunca tinha visto esse lado dele antes. Havia dor ali, sim, porém não restava nenhuma luz. Era como se o Finn tivesse se fechado em algum canto da própria mente, deixando no lugar apenas o guerreiro intruso que sobreviveu sozinho por tanto tempo, sempre desconfiado de tudo e de todos.

No entanto, puxei de novo, insistindo, porque ele precisava entender que, por mais assustador que parecesse, eu não ia abandoná-lo. Ele fazia parte da nossa alcateia agora, mesmo com o Ryker exigindo que seguisse nossos protocolos. E não estaria nessa missão se o Ryker não confiasse nele, se não o considerasse família, mas o Finn ainda não enxergava isso. Ele só esperava que eu desistisse dele, como todos os outros fizeram.

Logo, inclinei a cabeça e puxei seu braço mais uma vez, e dessa vez ele não resistiu, deixando que eu o levasse até a área recuada na colina. Assim que pôde, se afastou e deslizou até se apoiar contra a parede de grama, claramente abatido.

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