(Ponto de Vista de Finn)
— Você vai conseguir lidar com isso se for pra luta?
— O quê? — Virei rapidamente. "Ela podia estar de brincadeira, né… Iria mesmo duvidar de mim agora?"
— É… Depois de tudo que você viveu com eles… Você realmente vai conseguir enfrentar eles?
— Você nunca teve que sobreviver como intruso, então não vai entender… Mas dá, eu consigo lutar contra eles. Afinal, eles... — Apontei para a direção da abertura. — Nunca foram do nosso grupo de verdade. Só encostados, vivendo às nossas custas. E olha que eu já cruzei com vampiros.
— Beleza, deu pra entender… Você não curte eles. Melhor deixar essa hostilidade pra quando precisar lutar.
— Não estou sendo hostil. Só estou cansado de ser questionado por você e por todo mundo.
— Espera...
O rosnado rasgou o ar e, de repente, tudo ao redor virou um caos. Galhos quebraram, sujeira foi arremessada. Eu fiquei perdido por um segundo, sem entender nada, até ouvir a Greta gritar. Virei pra trás e ela já tinha sumido. Então, pisquei, tentando focar no meio da bagunça, e encontrei ela… Presa numa rede, suspensa. Armadilhas. "Eles tinham usado armadilhas... As minhas armadilhas, filhos da put*!"
Foi coisa de um segundo, eu desviei daquela sombra vindo em cheio na minha direção e já comecei a procurar a Greta entre as árvores, sabendo exatamente onde ela estava presa. Eu não podia sair dali, não até tirar ela, porque era óbvio que eles iam tentar separar a gente. E, enquanto tudo isso acontecia, a luz já estava sumindo, o que só me fez pensar que eu devia ter me atentado a isso antes.
Me transformei e segui na direção deles, me arrastando devagar. Meu lobo estava tão empolgado quanto eu com a luta, mas não ia gastar energia correndo atrás deles, porque, no fim, eles viriam até nós. E, pelo jeito, também não estavam com pressa. Como o vento estava contra mim, não conseguia sentir o cheiro deles, mas talvez já tivessem me reconhecido e percebido que eu não estava mais morto. Talvez estivessem pensando duas vezes antes de me enfrentar... A fêmea avançou, mas… "É… Não foi dessa vez…"
Ela partiu pra cima tentando me rasgar com as garras, mas como eu era maior, só usei isso contra ela. Mesmo assim, ela não parou, insistindo nos ataques e mirando minhas pernas dianteiras. E então fez sentido… No segundo em que uma das garras atravessou minha pele.
No fim, fez sentido o macho ter deixado ela começar. Elas estavam envenenadas... A ideia dele era simples: me desgastar com ela para depois vir e terminar o trabalho sem esforço. E a dor veio na hora, forte demais. Minha pele queimou e formigou exatamente onde ela tinha me atingido, enquanto meus músculos começaram a se contrair sozinhos. Mesmo com tudo, parar não era uma opção, então continuei avançando.
— Finn! Esquerda! Mais ou menos quarenta e cinco metros, árvore de bétula, uns três metros acima do chão!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
E a história da Kennedy + Ryker nunca mais voltou.......
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...