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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 259

(Ponto de Vista de Greta)

Não tinha como piorar, aquela era a maior merd* de todas. Eu estava presa numa porr* de rede, pendurada numa árvore feito personagem de desenho, e, na real… "Quem caralh*s ainda usava uma armadilha dessas?"

— Finn! Para de brincar com aquele imbecil e me tira daqui!

— Ah. — Os dois bateram no chão com força, enquanto o lobo do Finn apenas rosnou para mim, e, embora já estivesse escurecendo, ainda assim consegui distinguir os dois, mesmo estando bem equilibrados na luta.

Continuei olhando ao redor e, ao mesmo tempo, comecei a perceber outros parados na linha das árvores, esperando a vez, só que estava escuro demais para contar com certeza. Então ficou óbvio que aquilo ia se tornar uma missão suicida para o Finn se eu não desse um jeito de descer, porque eles iam desgastar ele aos poucos, luta por luta.

Olhei para cima e logo entendi que não havia chance dele me soltar daquele jeito, então teria que escalar a rede, que provavelmente foi feita para pegar caras do tamanho do Finn e do Ryker. Eu balancei como um pêndulo, inclinada de lado, e, apesar de xingar mentalmente aqueles desgraçados, reconheci que sabiam exatamente o que estavam fazendo com aquela armadilha medieval.

Mesmo assim, alcancei o fechamento da rede, mas o meu peso jogava contra mim e, por mais que tentasse puxar, não conseguia abrir. Quando olhei pra baixo e vi o Finn começando a se dar mal, com o cheiro de sangue já no ar, eu nem pensei duas vezes… "Foda-se!" Estendi as garras acima do nó e ataquei.

No meio da queda, minha loba tomou o controle, se debatendo e rasgando as cordas enquanto a gente despencava. Assim que batemos no chão, já disparamos, sentindo o impacto subir pelas patas, mas ignorando isso por enquanto, porque o pessoal da linha das árvores já estava entrando na briga agora que o Finn não estava mais sozinho.

Minha loba se ergueu já partindo pra cima de um lobo parrudo, grande demais pra ser normal, todo desproporcional, parecendo um T-Rex versão lobisomem, com o peito largo demais e as pernas curtas de um jeito ridículo. E, mesmo com aquilo claramente errado, não dava tempo pra ficar tirando sarro. Fomos direto nos olhos dele e, logo depois, cravamos a mandíbula na pata dianteira, arrancando um uivo de dor antes de ele sumir do nosso campo de visão.

Ela ficou com pelos presos entre os dentes. "Eca!" E então virou o olhar de lado, vendo o Finn em cima do grandão, sem saber se ele tinha sido jogado ali ou se se lançou pra me ajudar, mas, sinceramente, aceitei sem questionar.

Ele estava encharcado de sangue, e dava pra ver que a maior parte era dele mesmo. A essa altura, já tinha voltado pra forma humana, ofegante, se debatendo pra conseguir se mexer, e eu não sabia se ele queria levantar ou só sair dali se arrastando. No momento em que um galho estalou sob nossos pés, ele cravou o olhar na gente, e aquilo fez um arrepio subir pela minha espinha enquanto meu estômago revirava.

Finn costumava ser leve, brincalhão, até infantil às vezes, sempre com aquele sorriso fácil e totalmente imprevisível. Só que o que apareceu ali não tinha nada a ver com isso. Era outra coisa. Tinha ódio, raiva, fúria transbordando, tanto que eu nem sabia dizer se ele ainda reconhecia a minha loba. Ele já tinha visto ela antes, não era como se fosse novidade, ele devia saber quem éramos… Contudo, aquele olhar assassino fez meu sangue congelar.

Minha loba se abaixou totalmente, colando a barriga no chão e apoiando o focinho na terra. A gente nunca se rendia a ninguém, mas, dessa vez, ela sentiu que ele precisava disso pra não se sentir ameaçado. Ele não confiava em ninguém, não sabia mais em quem acreditar, e tudo nele dizia que queria se afastar, se jogar na floresta para tentar se curar… Ou só morrer longe de tudo.

"Era sempre assim, sozinho, mesmo cercado de gente…" Ela soltou um som baixo, quase um pedido, trazendo meu foco de volta pra ele, e então foi se arrastando devagar até chegar mais perto, enquanto o olhar dele finalmente começava a ceder um pouco. "Já era um bom sinal."

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