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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 262

(Ponto de Vista de Finn)

Soltei o ar devagar, com as costelas latejando. Mas ainda consegui puxar fôlego, sentindo meus braços e pernas, mesmo jurando que a toxina já tinha se espalhado e que eu ia apagar a qualquer momento por causa da dor absurda.

Eu sabia que tinha certa resistência à toxina do Claude, mas também sabia o quanto tinha sido ferido pelos caras da Janelle e do Justin, então não deveria nem conseguir pensar, muito menos sentir. Não deveria estar vivo. No entanto, ao avaliar o resto do meu corpo, percebi que não havia mais dor, apenas a consciência de estar deitado sobre algo macio, envolto por um calor estranho, embora não conseguisse mover um músculo sequer.

Por mais que eu tentasse, meus olhos continuavam fechados, como se estivessem colados e algo me segurasse. "Talvez eu ainda estivesse lutando contra a toxina…" E, ao puxar outro suspiro, um aroma doce e suave me envolveu, me arrastando de volta para a escuridão. "Ou talvez eu estivesse morto ou morrendo, e a Deusa estivesse tornando essa passagem mais confortável…" Então deixei aquele cheiro doce me consumir, permitindo que a escuridão macia me engolisse novamente.

— A gente devia acordar eles? — Uma voz grave sussurrou.

— Não precisa. Mas faça ela entender que a gente sabe direitinho que ela curte ficar agarradinha. Assim… Ela vai lembrar disso para sempre. — Eu reconhecia aquelas vozes, mas minha mente estava confusa demais para identificar.

— Calem a boca, seus idiotas. Esses últimos dois dias foram um inferno. — "Greta…" Meu coração falhou uma batida no peito. A voz dela estava bem atrás da minha orelha... "Por que ela estava tão perto?" — Ele ainda está se recuperando. O que fizeram com ele quase foi fatal. E, como se não bastasse, tive que trazer esse trambolho de volta nas costas, deixando um rastro de sangue pela floresta. — "Rastro de sangue? O quê? Mas… Que porr*...?"

Eu ainda estava travado, incapaz de mover qualquer parte do corpo, mas minha cabeça já parecia mais nítida, e bastou puxar mais daquele cheiro doce para tudo se alinhar. "Bolinho…" Quente, recém-assado, intenso a ponto de preencher os pulmões e trazer uma sensação estranha de conforto. E então eu senti. Pressão nas costas, ar quente no meu pescoço, um peso firme sobre o braço…

Ela estava ali, bem atrás… Me segurando. Minha segunda chance me mantinha junto dela enquanto eu me recuperava. A mesma que me evitou por seis meses inteiros, recusando qualquer contato além do necessário. "Então por que agora… O que tinha mudado?"

— Ah… — Quase uma palavra.

— Ei, Bela Adormecida. Hora de levantar essa bunda e se apresentar para o Alfa. — Sammy encostou o dedo na minha perna, me cutucando. "Até numa situação dessas, com cara de morto, ele ainda conseguia ser um idiota."

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