(Ponto de Vista de Greta)
Finn se jogou no banco de trás, recostou a cabeça e fechou os olhos, e foi aí que eu entendi que, pelo jeito, a gente não ia trocar uma palavra no caminho de volta.
— Greta, aproveita pra descansar também. Foi uma semana longa pra você, e a viagem ainda vai ser…
— Nem pense em terminar essa frase. — Lancei um olhar de lado para Grant, já avisando. — Se você trouxer azar pra gente, eu acabo com você.
Grant revirou os olhos.
— Sim, senhorita.
— Sério isso? Você também?
— O quê? — Ele perguntou, sem sequer tentar esconder o riso.
— Você não tem permissão para me chamar assim, então para com isso. — Virei o rosto para a janela, escondendo o sorriso que insistia em aparecer, porque, no fundo, eu não odiava o título, eu só odiava o jeito que o Finn dizia, como se fosse um insulto.
— Mas você deixa o Finn te chamar assim... — Minha cabeça girou imediatamente sobre o ombro esquerdo, só para garantir que ele ainda estava dormindo.
— Ei! Eu não deixo. Ele simplesmente não escuta… E não vale a pena a briga.
— Claro, vamos fingir que é isso mesmo.
Eu bati no peito dele.
— Desde quando você ficou tão falante? Você normalmente não fica aí todo estoico, quieto pra caramb*, só dirigindo para a gente?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...