Entrar Via

A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 27

(Ponto de Vista de Kennedy)

— Por que o Alfa mais notório de todos vai se importar muito em conversar comigo enquanto tem um salão inteiro cheio de gente para entreter, novos membros de alcateia para receber e ainda uma irmã que recentemente encontrou seu companheiro? Ele vai estar ocupado. E acredito que ninguém gostaria de ser questionado com um "quantas pessoas você matou recentemente?" ou "você tinha um motivo válido? Me explique esse processo de decisão" — Zombei com o máximo de sarcasmo possível. — Eu sou uma humana em um jantar de boas-vindas que também é meio festa de noivado. Não vou chegar nem perto da lista de prioridades dele. Vou é ter sorte se conseguir falar com você e com o Jer hoje, porque muita gente vai querer parabenizar vocês dois e ainda babar sobre o quanto você é linda e o quanto o seu companheiro é bonito. — Falei com voz de deboche, fingindo até engasgar.

— Bem, desse jeito que você está, vai saber. Imagino que muita gente vá querer falar com você, ainda mais depois do treino, então sinto que quem vai acabar ocupada demais para conversar é você. — Com um giro rápido, ela me colocou de frente para ela na cadeira, exibindo aquele brilho terrível nos olhos de quem estava prestes a tramar algo, e dava para perceber facilmente que tinha passado tempo demais com o Danny. — Vá se vestir, quero ver o look completo antes dos meninos chegarem. — Com uma força absurda para alguém tão pequena, ela me tirou quase à força da cadeira e me empurrou para a cama, onde já tinha deixado o vestido preto e todos os acessórios arrumados.

No mesmo instante, me virei de costas para ela, porque, embora entendesse essa falta de modéstia típica dos lobisomens e o hábito de ficarem pelados o tempo inteiro, eu ainda não me sentia totalmente confortável quando era o meu corpo ali, exposto. Ela comentou que eu não precisava de sutiã e me entregou uma calcinha de renda preta. Ao menos não era um fio-dental, já que eu preferia mil vezes não usar nada a enfiar aquilo no meu traseiro. Logo, revirei os olhos, coloquei a calcinha e deixei a toalha cair, depois vesti o vestido.

Assim que o tecido tocou minha pele, senti a maciez que lembrava manteiga, moldando-se perfeitamente ao meu corpo. Eu não entendi como ela sabia minhas medidas com tanta precisão, mas o vestido era um verdadeiro sonho. Percebi então que o mesmo tecido transparente das costas descia da gola bordada, cobrindo meu colo até o recorte em forma de coração que escondia meus seios. A transparência se estendia pelo decote e terminava em uma ponta logo abaixo do umbigo, criando um detalhe discreto e ao mesmo tempo extremamente sexy.

Mesmo feito de um material fino e sem espartilho algum, o corpete era surpreendentemente firme e seguro. Já a saia fluida, em camadas, terminava no alto das minhas coxas, deixando minhas pernas longas em destaque sem o risco de mostrar mais do que devia. No fim, tudo tinha um brilho suave, elegante e nada chamativo.

O salto alto com glitter e tiras finas que ela separou para mim era alto o suficiente para definir minhas pernas, mas não tão alto a ponto de eu parecer uma recém-nascida tentando andar. Depois de colocá-los, prender as fivelas e me levantar para ajeitar o vestido, caminhei até a Rayna junto à penteadeira, e os olhos dela se arregalaram na mesma hora.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa