(Ponto de Vista de Finn)
Apertei de leve os dedos dela e me levantei, seguindo o Landon e o Gabriel para buscar água. Perdi a conta de quantas viagens fizemos, mas o Landon foi esperto ao escolher um lugar perto de um riacho, então não foi tão ruim. Enquanto isso, o Seth e o Samuel explicaram para as crianças como preparar o cervo e como aproveitávamos tudo. No fim, nada foi desperdiçado. Comemos, e a pele foi usada para guardar o que sobrou.
A Trinity não saiu de perto nem por um segundo, só largou minha mão pra comer. Mesmo assim, continuou segurando meu dedo mínimo com aqueles dedinhos pequenos, e o corpo quente encostado no meu.
As crianças ficaram fascinadas com todo o processo, fazendo pergunta atrás de pergunta enquanto o Seth cozinhava e distribuía os pedaços de carne. Depois, fomos até o riacho para nos limpar e voltamos para a fogueira, conversando com mais tranquilidade.
— Você me lembra uma amiga minha. — Falei para a Trinity.
— Eu lembro? Quem? — Ela parecia mais confiante, mas ainda havia timidez na voz.
— O nome dela é Greta, e o seu cabelo é quase igual ao dela, castanho com mechas avermelhadas, como se estivesse pegando fogo. — Enrolei uma mecha solta no dedo, e ela riu. — Ela é uma guerreira muito forte na alcateia da Luna Kennedy. Inclusive, está protegendo a Luna agora.
Samuel se virou para as crianças.
— Falando na Luna, já está ficando tarde, e temos um carro vindo nos buscar, porque demoramos demais. Eu sei que vocês organizaram tudo aqui e estão indo muito bem, mas temos bastante espaço. Querem vir com a gente? A nossa Luna está muito animada para conhecer vocês. Ela não pôde vir, mas adora filhotes.
Os quatro trocaram olhares, e eu não consegui decifrar o que estavam pensando.
— Ela vai estar no carro que vem buscar vocês? — Gabriel perguntou, animado.
— Não. Ela está resolvendo algumas coisas. Por isso tem uma equipe de guerreiros com ela. Nosso trabalho é garantir que tudo esteja seguro para ela e para o resto da alcateia.
— O que a gente tem que fazer? — Landon perguntou.
— Como assim? — Seth pareceu confuso.
— Os outros caras disseram que a gente tinha que trabalhar pra pagar pela comida. Disseram que, se não trabalhasse, não teríamos comida e nem onde dormir. Que nada era de graça. — Peyton completou.
— Bem, o nosso Alfa e a nossa Luna são diferentes… Eles ajudam quem dá, sem ficar cobrando nada. — Respondeu Samuel, firme.
Ao lado, Landon se endireitou também.
— E quanto às pessoas ruins?
— Você está certo. Existem pessoas ruins. E o Alfa Ryker é muito bom em lidar com elas. Vocês podem vir com a gente, e, se lá na frente decidirem que não é isso que querem, ficam livres para irem embora.
— Jura? — Peyton perguntou.
— Sim. O que vocês acham? — Samuel ergueu a sobrancelha para Landon, deixando a decisão nas mãos dele.
Landon olhou para Peyton, que assentiu. Gabriel fez o mesmo, e a Trinity se aproximou mais de mim. Era a forma dela concordar.
— Tem algo aqui que vocês queiram levar? Alguma coisa pessoal?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...