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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 34

(Ponto de Vista de Kennedy)

Tirando o fato de meus sentidos terem ficado completamente fritos de tanto ficar hiperconsciente da presença dele a noite inteira, eu estava me divertindo muito.

Tive a chance de conversar com vários dos guerreiros que treinaram conosco mais cedo e, como todo bom guerreiro, discutimos coisas absolutamente práticas, como os melhores estilos de luta e as melhores refeições.

Também falamos sobre os horários do dia que considerávamos ideais para treinar e, claro, o meu tema favorito, as melhores cenas de luta dos melhores filmes de luta.

Muitos deles tinham mais ou menos a minha idade e ainda estavam no ensino médio, então também falamos sobre o peso de conciliar tudo isso e sobre o que pretendiam fazer depois que a escola acabasse. Era legal ouvir que eles tinham opções, mesmo sendo guerreiros, com tantas alcateias precisando de apoio.

Aquelas pessoas eram simplesmente incríveis. Me fizeram rir a noite inteira e, pela primeira vez em muito tempo, meus caras não estavam colados em mim o tempo todo. Eles também pareciam estar se divertindo de verdade, e não só cumprindo o papel de guarda-costas. Não era como se tivessem relaxado demais, mas já era um ótimo começo. "E eu e a Rayna? A gente estava se divertindo pra car*mba!"

Ela me apresentou a tanta gente que eu sabia que não ia lembrar o nome de metade depois, mas, pela primeira vez, era bom ter uma garota ao meu lado. Tive a sensação de que ela sentia o mesmo, ainda mais quando notei o irmão dela e os amigos fazendo a mesma patrulha silenciosa que os meus caras. No fim, tínhamos bem mais em comum do que eu tinha imaginado…

Eles nos deixaram dançar no meio daquela espécie de barreira improvisada. Talvez achassem que estavam sendo discretos, mas do jeito que os caras olhavam para a gente e depois para eles, não tinha nada de sutil ali. Mesmo assim, eu não me importava. Estávamos rindo, cantando todas as músicas e, com a maioria dos lobos mais velhos já indo embora, eu nem me sentia culpada por me soltar um pouco mais.

Quando a música ficou lenta, Ben me puxou para junto dele, e foi impossível não notar que estava perto demais. Eu tinha dançado com todos naquela noite, sem exceção, mas com ele foi diferente, mais íntimo, mais cuidadoso, e isso me deixou apreensiva.

No fundo, sabia que não éramos companheiros, porém o jeito como ele me olhava às vezes confundia tudo, como se quisesse mais do que amizade. Ele tinha sido parte das minhas primeiras vezes, assim como os outros, mas guardava a mais importante delas, algo que sempre seria especial para mim. Ainda assim, por mais que eu tentasse, não conseguia vê-lo como algo além de um amigo.

Apesar da estranheza, permiti que ele me mantivesse colada ao corpo dele, pois parecia importante para ele, como se precisasse daquilo naquele instante. A música mal tinha engrenado quando Rayna gritou, chamando atenção de todo mundo:

Quando ele abriu a boca para falar da união da alcateia, parecia que o som iria direto entre minhas pernas. "Sério, tinha brinquedo que não dava metade do efeito daquelas palavras saindo da boca dele!" Sacudi a cabeça para afastar aqueles pensamentos, empurrando tudo para um canto seguro da mente, algo para lidar depois, sozinha no meu quarto. Foi só então que percebi: eu estava sozinha com o Alfa Ryker.

Logo, olhei em volta, conferindo se não estava ficando maluca. "Em que momento isso tinha acontecido?" Para completar o absurdo da situação, outra música lenta começou a tocar, e ele parecia sofrer só de considerar a ideia de dançar comigo. Ainda assim, antes que eu pudesse dar meia-volta e fugir, ele estendeu a mão em silêncio. Relutante, aceitei.

Foi como levar um choque enquanto se está dentro de uma piscina, intenso, paralisante e impossível de ignorar. Mesmo que eu tentasse, não conseguiria me soltar dele. Cada centímetro do meu corpo entrou em curto, e eu quase podia jurar que tinha gozado ali mesmo. A calcinha já estava encharcada, minhas pernas tremiam e minha mente virou uma bagunça.

Me perdi nos olhos dele e, ao mesmo tempo, perdi o resto do mundo. E tudo aquilo veio de um simples toque. Como se não bastasse, ele ainda teve a audácia de ser delicado, me puxando com calma, como se perguntasse silenciosamente se podia me tocar…

Nesse instante, a outra mão dele percorreu minha cintura e encontrou a base das minhas costas, onde o tecido quase inexistente mal servia de barreira. Então, o calor que vinha dele se espalhou por mim e desceu, alimentando a chama que já ardia desde o momento em que meus olhos tinham se fixado nele naquela noite.

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