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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 424

(Ponto de Vista de Ben)

O único pensamento martelando na minha cabeça era: "Mas que porr* a Deusa da Lua estava pensando?

Já era uma coisa ela ter me ligado à Elara e a gente descobrir tudo daquele jeito, mas dar ao Jason uma companheira… Uma bruxa que estava ativamente trabalhando contra a alcateia da minha companheira… Sério mesmo?"

— O que você quer fazer com o Drake? — Elara perguntou, olhando entre mim e Jason. — Ele claramente significa alguma coisa para vocês dois.

Copyright ©️ 2025 Miss L Writes e Ember Mantel Productions

— Joga ele nas celas, encontra o membro mais violento da sua alcateia e vamos fazer com ele o mesmo que ele fez com a Kennedy.

A cabeça da Elara virou na minha direção na mesma hora, eu percebi pelo canto do olho, mas não consegui encarar. A gente tinha acabado de chegar a um entendimento, e eu não podia colocar tudo a perder só porque mais uma coisa ligada à Ken apareceu.

— Você disse "fazer com ele o mesmo"… Você quer dizer…?

— Sim. — Eu e Jason respondemos ao mesmo tempo, antes mesmo de ela terminar a frase. A Ken nunca disse em voz alta, mas todos nós sabíamos.

O corpo dela começou a esquentar ao meu lado, com a pele mexendo, e a loba querendo assumir… E eu não tinha intenção nenhuma de impedir.

Ela foi com tudo no Drake, segurou o pescoço dele e forçou ele a encarar ela sem desviar.

— O que você está fazendo nas terras da minha alcateia? — Perguntou, com a voz dura.

— Não vão ser suas por muito tempo. — Ele respondeu, com um sorriso debochado.

— O que o líder do grupo Brasas e Cinzas quer com essas terras? — A bruxa ajoelhada soltou um suspiro, mas não levantou o olhar.

Vi os olhos do Drake arregalarem por um segundo antes de ele disfarçar.

— Não sei do que você está falando. — Mentiu, e mal.

Elara deixou as garras crescerem, cravando na pele logo abaixo da mandíbula dele.

— Resposta errada. — Rosnou, liberando a aura. Na hora que aquilo atingiu ele, eu vi. Ele ainda tentou resistir, mas era inútil. A Elara vinha se contendo, odiava recorrer à própria aura, só que agora tinha alguém pra direcionar tudo aquilo e ele ainda insistia em provocar. Ele riu, sombrio, fingindo não ter medo, mas o ódio dela veio pesado pelo vínculo. — Que coincidência, eu concordo com o meu companheiro… E você merece sofrer por isso. — O cheiro de sangue tomou o ar quando ela aprofundou as garras. — Agora me diz o que esse líder quer com a minha alcateia. — Rosnou perto do rosto dele, liberando mais um pulso de aura.

— Eu não sei de porr* nenhuma! — Ele arfou. — Ela não me contou nada, só mandou eu guardar essa aqui. — Indicou com o queixo a garota.

— Continua mentindo, mas depois a gente resolve isso com você. — Elara o soltou e virou a aura para a bruxa.

A garota se encolheu ainda mais contra a árvore, como se pudesse escapar daquilo. O medo dela era real, dava para sentir pelo cheiro, assim como dava para sentir o conflito do Jason… A lealdade à alcateia brigando com o vínculo com a própria companheira.

— Aí é que está o problema, querida. A gente precisa que você pare o que quer que esteja f*rrando com as nossas vidas. — Segurei a porta aberta enquanto Jason a colocava no banco de trás. Antes mesmo de fechar, ela tentou fugir para o outro lado, só para dar de cara com a Elara esperando.

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— Presta atenção, você só tem duas saídas. Seu companheiro pode sentar aí com você, o que é bem melhor pra você, ou eu sento. E, se for eu, você vai começar a responder perguntas imediatamente. E nada de fazer dessa viagem um risco pra alguém, você vai ficar quieta no seu lugar. Entendido?

Juliette voltou para o banco, e Elara bateu a porta antes de dar a volta pelo carro e passar por mim.

— Eu estou curtindo muito esse seu lado dominador hoje. — Falei, rindo.

— Cala a boca! Você não vai ganhar nada até a gente conseguir respostas.

— Sério? Vai jogar assim comigo?

— Eu devia apostar quanto tempo você leva para resolver isso.

— A gente tem coisa para fazer, vocês podem flertar depois? — Jason resmungou.

Entramos no carro, e eu arranquei enquanto Elara já pegava o celular.

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