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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 423

(Ponto de Vista de Elara)

Ben se colocou na minha frente e acelerou o passo, enquanto a urgência no chamado de Jason ainda ecoava na minha cabeça. Estaríamos mais rápidos na forma de lobo, mas, como ele não deu nenhum detalhe, nós dois seguimos direto para o SUV por instinto. O carro ainda estava abastecido com roupas e comida de emergência desde ontem, e, mesmo sem saber se havia feridos, eu preferia estar preparada.

A tempestade que a bruxa criou para nos prender na caverna agora cobria toda a alcateia, e, embora parecesse apenas uma nevasca comum de inverno, já não dava mais para confiar em nada, porque tudo que enfrentamos até agora carregava algum tipo de magia.

Eu sabia que Ben nunca diria isso em voz alta, mas aquele chamado o deixou satisfeito, e eu senti uma onda de calor, talvez conforto, talvez familiaridade, fluindo pelo nosso vínculo. Havia algo em poder falar novamente com o amigo de longa data através do vínculo que fazia essa sensação ir e vir entre nós.

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Nunca fui do tipo carinhosa, mas, sentada no banco do passageiro, meu corpo e minha mente estavam em conflito. Afinal, eu queria estender a mão e segurar o braço de Ben. Eu podia até zoar ele por ser tão grudado, mas não era só ele que sentia falta de contato. Era como se eu tivesse aberto uma porta que não dava mais para fechar.

— Você sabe que pode encostar em mim, né? — Ben soltou uma risada baixa.

Eu me sobressaltei com as palavras dele.

— O quê? — Falei pelo vínculo, olhando de lado para o rosto dele.

— Eu consigo ouvir as engrenagens da sua mente girando. Estou surpreso de não ter fumaça saindo das suas orelhas. — Ele sorriu, sem tirar os olhos da estrada. — E nem vou começar a falar dos sinais que você está mandando pelo vínculo. Se você quer me tocar, não precisa pedir. Acho que nunca vai existir um momento em que eu diga não para você.

Assenti e deslizei a mão pelo console, envolvendo o bíceps dele com cuidado. Foi então que percebi que nunca tinha feito aquilo antes. Eu sempre deixei que o homem com quem eu estivesse me tocasse primeiro, segurasse minha mão, me conduzisse, mas nunca fui eu quem iniciou. "Interessante…" Fiquei observando minha própria mão enquanto ela percorria os contornos dos músculos dele, e logo usei a outra para traçar o antebraço firme. Acabei me assustando quando ele flexionou de repente, arrancando um meio sorriso malicioso dele.

— Eu gosto muito disso, mas você vai ter que parar, já estamos chegando no Jeremiah. — Disse, ainda com aquele sorriso. — Aliás, isso me lembrou de uma coisa… Você chegou a pensar na minha ideia sobre a casa da alcateia?

— Pensei. — Respondi, me endireitando no banco, sem soltar a mão dele. — Mas vamos deixar isso para depois. Eu estou vendo o Jason… E aquilo ali são duas pessoas com ele? — Inclinei-me para frente, apontando para o lado direito enquanto o carro diminuía a velocidade.

— Que porr* é essa? — Ele murmurou.

Havia duas pessoas ajoelhadas, cada uma amarrada a uma árvore. Eu conseguia ver que um era homem e o outro mulher, mas não dava para distinguir os rostos. Ambos estavam com a cabeça baixa. Mais adiante, Jason estava sentado a alguns metros, de costas para nós, com uma pequena fogueira acesa à sua frente.

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