(Ponto de Vista de Elara)
— Não faço ideia do que devo fazer. — Falei por cima do ombro para Briana. — A janela parecia certa, mas nada aqui faz sentido.
Eu me senti idiota. Quando as bruxas usavam magia, tudo parecia tão fácil, então eu não entendia por que achei que seria simples perceber aquilo, sentir aquilo ou qualquer outra coisa, principalmente depois de passar tanto tempo cercada por conjuradores e sempre na defensiva por causa da magia sendo usada contra mim.
— Continue procurando ao redor. Pode não ser algo que queriam preservar. Talvez fosse algo que fizeram questão de garantir que fosse destruído. A única maneira de saber de verdade seria entrando aqui para verificar.
— E "quem" poderia ter feito isso? — Perguntei, com a irritação escapando pela minha voz.
Eu sabia que não estava com raiva dela, mas estava cansada de viver no escuro, sempre tentando adivinhar o que viria depois. Parecia que eu estava constantemente olhando por cima do ombro, e nem sempre por medo do desconhecido.
— Parece que você anda acumulando muitos inimigos ultimamente. — Ela abriu um sorriso carregado de significado.
Não era uma resposta. Briana era extremamente habilidosa em escapar das perguntas sem deixar brechas.
— Bom, acho que isso eu consigo explicar. — Falei, caminhando até outra estante cheia de coisas que meu pai considerava importantes o bastante para guardar. — Nós atravessamos a barreira hoje.
Esperei pela reação dela e, como imaginei, ela ficou tensa.
— Você sabe o que tem lá dentro, não sabe?
Passei a mão por uma caixa de vidro que guardava um medalhão de cobre e parei assim que senti um frio vindo do vidro. "Aquilo não devia ser possível…" Me inclinando um pouco mais, tentei enxergar o que estava gravado no desenho.
— Tenho minhas suspeitas. — Ela respondeu de forma vaga. — O que vocês encontraram?


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...