(Ponto de Vista de Kennedy)
Por mais que eu desejasse, nada voltou a acontecer entre o Alfa Ryker e eu. Ao longo da semana, apenas flagrei algumas aparições rápidas dele entrando e saindo da casa da alcateia e, nos dois últimos dias antes de retornarmos paro Arco Lunar de Prata, não o vi nenhuma vez.
No fundo, sabia que ele estava ocupado administrando um conjunto de alcateias combinadas, provavelmente com milhares de membros, porém o quarto dele ficava bem ao lado do meu e eu sentia o cheiro da colônia dele no corredor e até na varanda, então tinha certeza de que ele ainda estava ali… Só que fora do meu alcance.
Sendo honesta, a gente já deveria ter se esbarrado pelo menos uma ou duas vezes, mas a sensação era clara: ele estava me evitando. Logo depois, me puxei de volta… "Por que isso importava, afinal? Eu nunca quis repetir nada com nenhum dos homens com quem me envolvi! Até o Ben eu mantive à distância, mesmo depois de termos ficado juntos algumas vezes…"
Eu não entendia por que aquilo era diferente, mas era. Apesar de Ryker me deixar completamente agitada, havia algo nele que também me trazia calma, embora eu nunca fosse admitir isso em voz alta.
Durante toda aquela semana, não tive pesadelos. Não acordei assustada, gritando ou em pânico desde a nossa chegada. Num café da manhã, o Jeremiah resolveu perguntar como eu estava, afinal eu não tinha chamado por ele nem por nenhum dos outros, então ele assumiu que eu não estava sendo sincera.
Diante da situação, joguei a culpa na Greta e disse que precisava de alguém como ela na alcateia, alguém que me treinasse até a exaustão todos os dias. E, não era exatamente mentira, já que ela estava realmente me destruindo. No fim, ele aceitou, mas eu percebi que tanto ele quanto a Rayna passaram a me observar ainda mais de perto.
Apesar de nunca estar sozinha por muito tempo, eu sentia, de vez em quando, um arrepio subir pela nuca, como se houvesse olhos sobre mim. Eu tinha certeza de que alguém estava me seguindo, me observando, mas bastava olhar ao redor para não encontrar nada estranho. "É… A presença daqueles caras estava me afetando, e aquela sensação inquieta já vinha me deixando furiosa…"
Bennet conhecia aquela cidade como a palma da mão. Como anfitrião e guia, foi impecável, parecia cumprimentar alguém a cada esquina. Foi assim que acabei esbarrando na minha sorveteria favorita e, depois de provar aquelas delícias artesanais, passei a levar todos de volta lá diariamente. Afinal, nunca tinha experimentado cookies e sorvetes capazes de me deixar emocionalmente abalada de tão bons.
Havia também uma pequena loja de joias feitas à mão, bolsas e outras bugigangas. A dona era excêntrica, com um ar hippie, e me fez rir com todas as histórias sobre como surgiam suas ideias e criações, muitas delas de teor adulto, para total constrangimento de Ben e Bennet. E, no fim, ela se tornou minha segunda pessoa favorita ali, logo atrás da Emily.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
E a história da Kennedy + Ryker nunca mais voltou.......
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...