(Ponto de Vista de Kennedy)
Agradeci à Deusa pela disposição dos lugares que a tia Beth tinha preparado. A mesa principal ficou com Rayna e Jer no centro, o tio James e a tia Beth do outro lado dele, seguidos por Ben, Tommy, Jason e eu. Do outro lado de Rayna ficaram Ryker, Josh, Danny e Bennet.
Infelizmente, os Gamas não deram ponto sem nó. Eles aproveitaram o momento em que todos estavam se acomodando para trocarem de lugar, deixando zero espaço para reclamação sem virar espetáculo. "Uns canalhas!"
Pelo menos era o Bennet, e não o Ryker, sentado ao meu lado, o que teria tornado qualquer conversa ainda mais constrangedora, supondo que ele falasse alguma coisa. No fim, aquela configuração deixou bem claro para todos quem eu era para a Alcateia da Lua Sombria, fazendo os olhares enviesados e os cochichos começarem de novo.
Durante o jantar, mantive a conversa com o Bennet no nível mais raso possível, e o Tommy, como sempre, falou pelos cotovelos, o que me poupou de ter que me envolver demais. Quando o DJ começou a tocar e as bebidas passaram a circular com mais frequência, eu finalmente relaxei e passei a me divertir com a Rayna e com os meus caras. Fiz questão de evitar o Ryker e apenas fingi não notar que o Bennet me seguia como uma sombra. Mesmo assim, precisei me controlar na bebida, porque, sem o metabolismo de uma loba, o álcool me afetava bem mais, e eu precisava manter a cabeça no lugar para executar o meu plano.
Assim que notei que meus homens, o Ryker e quase toda a equipe dele estavam distraídos, aproveitei para me despedir. Distribuí abraços, reclamei do quanto estava exausta depois de um dia e uma noite longos demais e saí. E, mesmo sentindo o olhar constante do Ryker sobre mim, sabendo que ele não parou de me observar em nenhum instante, eu ainda esperava que continuasse afastado, como se eu não existisse. Com o Bennet, porém, não houve essa sorte. Ele ficou grudado em mim até a porta do quarto.

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