(Ponto de vista de Ryker)
Aquela semana tinha sido um inferno. Ou melhor, as últimas vinham sendo, mas aquela? Aquela acabou comigo. Ela não saía da minha cabeça. Ficava ali, o tempo todo, me enlouquecendo. Desde que invadiu meu escritório mandando em tudo como se fosse dona do lugar, eu fiquei duro. E continuei assim. Tentei aliviar com outras, tentei mesmo, mas nada funcionou. Ninguém conseguiu me fazer gozar. Usaram a boca, as mãos, fizeram de tudo. No entanto, não adiantou. Meu corpo queria só ela... Eu estava por um fio, prestes a explodir, e não seria com qualquer uma que aquilo ia passar.
Briguei com meu lobo feito dois malditos no cio na primeira vez que tentei me aliviar com outra mulher desde que trouxe a Kennedy. Eu queria esquecer. Queria qualquer coisa que me desligasse dela. Mas enquanto aquela loba ajoelhada fazia de tudo pra me fazer gozar, o rosto que eu via era o da Kennedy. Os fios loiros dela. O cheiro dela... E meu lobo não perdoou. Começou a jogar imagens repulsivas na minha cabeça: velhos podres, lobos deformados, a minha mãe... E riu. Riu como um psicopata dentro da minha cabeça enquanto meu tesão evaporava. No fim, simplesmente empurrei a loba para longe, me levantei com o pau mole balançando entre as pernas e deixei ela sentada no chão, sem entender nada, olhando para mim como se tivesse levado um chute no meio da cara.
Nas últimas três semanas, estive em três áreas diferentes, trabalhando em projetos de construção e melhorias, marcando fronteiras e investigando novos rumores de ameaça. Em todas elas havia mulheres bonitas, sem companheiras, dispostas a agradar o Alfa. Mas bastava eu tentar descarregar aquilo para meu lobo intervir e encerrar a situação na hora. Até tentei negociar, mas ele não cedeu nem um centímetro… Nem com a mão. E, se existia um equivalente sexual de estar faminto e irritado ao mesmo tempo, era exatamente desse jeito que eu voltava dirigindo para a casa da alcateia.
Eu vinha recebendo relatórios frequentes do Danny, da Robin e de alguns guerreiros de confiança sobre o comportamento da Kennedy. Do Bennet também, embora os relatos dele tivessem ficado tão rasos que mal ajudavam em alguma coisa. Não achava que ele estivesse mentindo, mas era óbvio que deixava de fora qualquer detalhe mais pessoal que pudesse me ajudar a entendê-la melhor.
Ele definitivamente não gostou de eu não levá-la comigo, e menos ainda de eu sair sem dizer nada. No entanto, eu só costumava prestar contas para a Robin, por causa da agenda, e para minha mãe, simplesmente por ser minha mãe. E colocá-la em risco de novo não era algo que eu conseguia justificar, principalmente depois do ataque no retorno à alcateia, quando o veículo dela levou o primeiro impacto e ficou com os maiores danos.
Naquele momento, ela ficou completamente exposta. Por sorte, o Grant era um motorista excepcional e estava com ela na hora da colisão..

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