(Ponto de vista de Kennedy)
— Eu não fiz nada de errado! Quem você pensa que é para me acusar assim? — Endireitei o corpo até a minha altura máxima, o que, contra um lobisomem, não era nada impressionante, mas me fazia sentir melhor. — Eu vivo cercada de guerreiros. Só saio depois de confirmarem tudo com você duas vezes, e ainda assim só para treinar, ver os filhotes ou correr. Aliás, hoje foi a primeira vez que corri fora desde que cheguei. Cada passo meu passa pela sua aprovação. Sinceramente, só falta eu precisar pedir autorização para ir ao banheiro. Eu devia ganhar um troféu de paciência e obediência. No fim das contas, eu só vou onde me deixam!
— Depois de hoje, isso vai mudar. — Ele avançou com um rosnado rouco, e o calor que emanava daquele corpo massivo me envolveu num segundo, fazendo meu corpo reagir antes da minha cabeça. "Droga. Eu não podia me deixar sentir nada disso!"
— Como se isso aqui já não fosse uma prisão. Vai me dizer o que mais pretende arrancar de mim agora? — Cruzei os braços, realmente curiosa para saber qual seria a próxima discussão, enquanto ele deixava o olhar deslizar por todo o meu corpo, de cima a baixo.
— Você não tem permissão para sair da casa da alcateia. Em hipótese alguma. Não até resolvermos essa ameaça.
— Que ameaça? — Retruquei. — Você vive jogando essa palavra "ameaça" como se eu devesse entender tudo, mas nunca explica nada. E, sério, para de me chamar de fraca. — Tive de segurar o impulso de bater o pé. — Eu sou uma guerreira…
— Você é uma humana que aprendeu a lutar numa alcateia pequena. Não é a mesma coisa. — Ele respondeu, duro. — Você está restrita à casa da alcateia até eu dizer o contrário.

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