Durante a espera, ela sentiu sede, pegou o suco de fruta na mesa e o tomou de uma vez só.
Ela ligou para Valentino, mas ele não atendeu.
Já sem paciência, levantou-se disposta a sair dali.
Bip.
A porta foi aberta, ela olhou na direção do som e disse: — Valenti...
Antes de terminar de falar, ela identificou o indivíduo e enrijeceu.
A barriga de cerveja do homem parecia a de uma mulher prestes a dar à luz; os olhos dele eram tão pequenos que quase não se enxergavam. Com um só passo que ele dava, as gorduras no rosto balançavam umas três vezes.
Flávia teve um pressentimento ruim.
— Você entrou na sala errada, saia rápido.
— Eu não me enganei. — O Sr. Diniz passou os olhos sujos por ela. — Srta. Flávia, eu queria você há uns sete anos atrás.
Ao ouvir isso, os olhos de Flávia arregalaram-se.
Sete anos atrás foi quando ela acidentalmente teve intimidades com Valentino.
— Sete anos?
— Isso, acabei esquecendo. Você não sabe. — O Sr. Diniz colocou a mão na cabeça e falou como se explicasse amigavelmente: — Sete anos atrás, quando você estava bebendo, coloquei meus olhos em você de primeira. Aproveitando quando você estava desatenta, droguei sua bebida.
— Mas que pena, você conseguiu escapar. — Dizendo aquilo, a cara dele ficou séria. — Não faço ideia de qual imbecil tirou proveito de ti.
Afinal, foi ele que armou aquilo contra ela sete anos atrás.
Contudo, ela entrou no quarto do Valentino devido a um grande mal-entendido.
Ela, de repente, sentiu sorte por ter ocorrido assim.
Ao invés de entregar-se àquele homem horrível e nojento à sua frente.
O corpo de Flávia estava tenso e o cabelo dela arrepiado.
— Eu também não gosto de virgens, não me deixam ser mais solto. — O Sr. Diniz aproximava-se. — Já que você sabe muito bem dessa diversão toda, serei mais direto.
Flávia levantou-se devagar, pondo o olhar no cinzeiro da mesa.

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