Arthur fechou a cara e virou-se para Valentino.
A expressão de Valentino continuava tão indiferente quanto de costume. Ele não parecia nem um pouco incomodado.
Não havia a menor possessividade de um marido.
Se um homem não tinha esse sentimento básico pela esposa, era porque não sentia nada por ela.
Heloísa também notou a reação de Valentino e exibiu um leve sorriso nos lábios.
— Pelo visto, a Srta. Flávia não é próxima apenas da Pietra, mas também do Rafael.
—
Galeria Noir.
Flávia estava removendo um forro quando Rafael se aproximou e cumprimentou Breno.
Em seguida, foi até Flávia: — O Otávio me chamou para almoçar. Você quer ir junto?
Ele não tinha proximidade com Otávio. Provavelmente seria um almoço de negócios.
Por isso, foi perguntar a Flávia se ela queria acompanhá-lo.
Breno ficou surpreso. Não esperava que Rafael desse tanto valor a Flávia a ponto de levá-la aos compromissos.
Quando pensou que ela fosse aceitar, Flávia recusou.
— Não, obrigada.
Dos amigos de Valentino, Otávio era o que Flávia mais odiava.
— Vou acabar bebendo nesse almoço, então venha me buscar mais tarde.
— Tudo bem. — Flávia aceitou.
Rafael saiu, e a expressão de desprezo de Otávio voltou à mente de Breno.
Ele se deu conta de uma coisa.
Hesitou um pouco e perguntou: — Você tem algum problema com o Sr. Lima?
— Tenho. — Flávia não escondeu. Afinal, eles poderiam se encontrar em eventos de negócios no futuro.
Falar antes poderia evitar problemas.
Breno concordou e não disse mais nada.

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