— Beatriz, você ainda é pequena, não entende as coisas dos adultos.
— Eu já tenho três anos, não sou mais criança. — Beatriz esticou quatro dedos, e ao perceber que estava errado, franziu a testa e abaixou a mão.
— Embora eu também goste do Tio Mo e da Tia Pietra, a pessoa que eu mais amo é a mamãe, ninguém pode substituir!
— Uhum, a mamãe também ama mais a Beatriz. — Aurora deu um beijo na testa dela e a carregou para fora do banheiro.
— Mas, Beatriz, não fale sobre a vovó, a Tia Pietra e o Tio Mo na frente do Tio Valentino. Esse é o nosso segredo.
Aurora esticou o dedo mindinho e enganchou no dedinho de Beatriz.
— Uhum, eu prometo para a mamãe. — Beatriz assentiu, e as duas selaram a promessa com os dedinhos.
Somente quando Beatriz adormeceu, Aurora se levantou e foi até a janela.
Do lado de fora da janela, havia apenas a luz quente dos postes, parecendo um pouco solitária.
"Toc, toc, toc."
Aurora abriu a porta e encontrou os olhos calmos de Valentino.
— Querendo fugir do trabalho?
— Já vou. — Aurora olhou para Beatriz dormindo profundamente, fechou a porta e saiu.
Após a convivência recente, Aurora mais ou menos adivinhou a intenção de Valentino.
Ele a tratava como uma substituta de Flávia. Ir ao quarto dele todos os dias servia apenas para alimentar a ilusão de que Flávia ainda não havia partido.
Ele queria usar ela como substituta para aliviar a culpa em seu coração.
Após se lavar como de costume, Aurora encostou-se na cabeceira da cama para ler um livro.
Valentino encostou as costas na cabeceira e olhou de soslaio para Aurora.
Um bom tempo se passou.
O celular de Aurora tocou, era uma ligação de Pietra.
Ela olhou para Valentino, encontrando seu olhar cheio de significado.
— Vou atender uma ligação.
Sem esperar a aprovação de Valentino, Aurora foi até o fim do corredor e atendeu a ligação.
Pietra viu o fundo discreto e luxuoso atrás de Aurora e perguntou: — Aurora, onde você está?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mestre Restauradora e Sua Filha Secreta