— Caramba! O Valentino não te ajudou quando você estava morrendo, e agora ainda usa a cirurgia da Beatriz para te chantagear!
— Ele salva a própria filha e ainda te ameaça? Ele não vale nada!
Após falar, Pietra percebeu que havia falado demais. Apressou-se em cobrir a boca e olhou ao redor. Só relaxou quando teve certeza de que ninguém tinha ouvido.
— Desculpa, Aurora, fiquei nervosa demais.
— Tudo bem. — Aurora balançou a cabeça e tomou um gole de café. O líquido amargo desceu pela garganta, chegando direto ao coração.
Pietra se aproximou de Aurora e baixou a voz: — Ele... não te fez nenhum pedido absurdo, né?
— Não. — Aurora negou. — Ele me mandou interpretar a Substituta de Flávia, fingir que a Flávia ainda não morreu.
— Ele só demonstra esse suposto amor depois que tudo já deu errado! — O rosto de Pietra ficou vermelho de raiva. — Todo o mal que você sofreu foi causado por ele, e agora ele finge estar apaixonado.
— Antes de você voltar, ele ainda tinha a Isabel. Ele é um traste completo!
— Fica claro que o Valentino não ama ninguém, ele só ama a si mesmo. — Pietra disparou.
Aurora concordava plenamente com as palavras dela.
Flávia, Heloísa, depois Isabel, e agora Aurora. Valentino não amava ninguém.
Qualquer mulher podia ficar ao lado dele.
— Pietra, não fala mais dele, que irritação.
— Tá bom. — Pietra tocou no braço de Aurora. — A Beatriz não gosta de desenhar? Tem uma exposição de arte infantil no museu, quer levar a Beatriz para passear?
— Pode ser, a Beatriz já não aguenta mais ficar em casa. — Aurora deu um leve sorriso.
— A exposição de arte cai bem no feriado nacional, do dia primeiro ao dia sete de outubro, vamos juntas.
Pietra sorriu.
As duas marcaram o horário e cada uma foi para sua casa.

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