— Se tiver a chance, a tia mostra para a Beatriz. — Pietra coçou o nariz, sentindo-se culpada.
Aurora cobriu os lábios e riu baixinho.
O salão de exposições era grande. Cada quadro tinha cores vivas e era muito realista, e com a rica imaginação das crianças, o lugar estava cheio de inocência e diversão infantil.
Desde que entraram no salão, a boquinha de Beatriz não parava de falar.
Após passearem por meia hora, Aurora, com medo de que Beatriz se sentisse mal, a carregou para a área de artesanato.
— Pietra, sua chance de mostrar chegou. — Aurora olhou para Pietra, brincando.
Pietra não esperava que houvesse uma área de artesanato ali e coçou a cabeça.
Os desenhos dela não eram nem tão bons quanto os da Beatriz. Ela só queria se exibir um pouco, mas ia ser desmascarada rapidinho.
— Tia Pietra, eu quero ver você desenhar. — Beatriz esticou a cabecinha do colo de Aurora.
Ao encontrar o olhar cheio de expectativa de Beatriz, Pietra não conseguiu dizer não de jeito nenhum.
Ela teve que engolir em seco e concordar: — Tudo bem.
Aurora olhou para Beatriz: — Beatriz, você quer desenhar? Se quiser, pode escolher uma ecobag em branco para desenhar.
— Mamãe, eu quero desenhar. — Beatriz assentiu com força e se contorceu, querendo descer.
Aurora colocou Beatriz no chão: — Beatriz, quantas você quer desenhar?
Beatriz franziu as sobrancelhas, um pouco indecisa, e contou nos dedos: — Eu quero dar para a Tia Pietra, para a vovó, para o tio-avô e a tia-avó, e também para o Tio Mo.
— Tem muita, muita gente que eu quero dar, mas não consigo desenhar tantas.
Vendo a aflição de Beatriz, Aurora pensou em uma solução para ela: — A Beatriz pode desenhar umas coisas simples, assim já dá.
— A mamãe é muito inteligente. — Beatriz elogiou.

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