A brisa soprou no rosto de Beatriz, e os fios soltos perto de suas orelhas balançaram com o vento. O quintal se encheu com sua risada.
Beatriz olhou para cima, para as trepadeiras no balanço. Flores coloridas cobriam a estrutura, deixando-a muito bonita.
— Tio Valentino, mais alto.
Ao ouvir isso, Valentino aumentou um pouco a força nas mãos. O balanço subiu novamente, e Beatriz riu de alegria.
Aurora avistou aquela cena assim que entrou pela porta. Ela parou ali mesmo, observando os dois com o coração cheio de sentimentos contraditórios.
Valentino olhava suavemente para Beatriz no balanço. Suas sobrancelhas estavam relaxadas, e ele parecia totalmente à vontade.
— Tio, mais alto, mais alto. — Beatriz ainda não estava satisfeita.
Valentino fez o balanço parar gradualmente. — Beatriz, você já ficou muito tempo lá fora hoje. Vamos entrar para comer.
— Tá bom, tio Valentino, vamos comer. — Beatriz desceu obedientemente do balanço e tomou a iniciativa de segurar a mão de Valentino.
Valentino estendeu a mão para Beatriz. Assim que estava prestes a tocá-la, viu a garotinha olhar para a porta e gritar de surpresa: — Mamãe!
Aurora entrou e se aproximou para pegá-la no colo. — A Beatriz gostou de brincar no balanço com o Tio Valentino?
— Gostei! O tio é muito legal. Eu disse para a Dona Lucinda que queria um balanço, e o tio concordou na hora.
— Sim, a mamãe sabe. — Aurora parou ao passar por Valentino e olhou para ele com uma expressão complexa.
Ela disse em voz baixa: — Obrigada por preparar o balanço para a Beatriz, Sr. Monteiro.
Valentino olhou para a própria mão vazia e a recolheu lentamente. Ao ouvir as palavras de Aurora, sua expressão tornou-se orgulhosa.
— Uhum.
Aurora carregou Beatriz em direção à sala de jantar, e Valentino a seguiu.
Durante a refeição, Valentino olhava para Aurora de vez em quando. Com quem ela havia jantado esta noite?

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