Valentino voltou o olhar para Beatriz. — A Beatriz quer ir? É muito divertido.
— Quero. — Depois de falar, Beatriz olhou para Aurora. — Mamãe, eu posso ir?
— A mamãe te leva para brincar em outro lugar depois, pode ser? — Aurora recusou educadamente.
A relação dela com Valentino não era apropriada para levar Beatriz para eventos públicos.
Aurora tinha medo de que Beatriz ouvisse comentários ruins, o que poderia prejudicá-la.
— Por que não deixa a Beatriz ir? — Valentino franziu a testa.
— Não tenho que te dar satisfações.
— Mamãe, tio, não briguem. A Beatriz não vai mais. — Beatriz abaixou a cabecinha, visivelmente chateada.
Valentino olhou para a carinha triste dela e franziu as sobrancelhas.
Depois do jantar, Aurora levou Beatriz para o andar de cima para se lavar. — Beatriz, como foi na escola hoje? Você se deu bem com os colegas?
— Sim, hoje nós brincamos no escorregador e fizemos jogos com as outras crianças. Eu gosto de ir para a escola.
Valentino olhou para as costas delas, levantou-se, foi para o escritório e ligou para o diretor da escola de Beatriz.
— Sr. Monteiro, há algum problema para o senhor ligar tão tarde? — O diretor suava frio, com medo de que Valentino o colocasse em uma situação difícil.
— A Beatriz voltou para a escola. Ela acabou de passar por uma cirurgia, e o corpo e a alimentação dela precisam de atenção redobrada. Se acontecer qualquer coisa com ela, você sabe quais serão as consequências.
O tom de Valentino não era pesado, mas carregava um forte aviso.
— Sr. Monteiro, eu com certeza cuidarei bem da pequena Beatriz. Fique tranquilo!
Valentino murmurou em concordância e desligou.
Do outro lado, o diretor olhou para a tela do celular. O Sr. Monteiro estava com a Isabel antes, e por isso cuidava muito bem do Ícaro.
O Sr. Monteiro conheceu a Srta. Valente por causa da Isabel, mas agora prestava tanta atenção na Beatriz.

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