Aurora saiu do banho, olhou para Valentino encostado na cabeceira da cama, apertou os lábios e foi para o sofá.
O quarto estava em silêncio, tão silencioso que só se ouvia o som da respiração.
Depois de um tempo.
Valentino saiu da cama e sentou-se ao lado de Aurora. Aurora ergueu os olhos, com uma ponta de dúvida, e logo se afastou, tentando manter distância dele.
Mas para todo movimento que ela fazia, Valentino se aproximava mais, até encurralar Aurora no canto do sofá.
Aurora suspirou e tentou se levantar para mudar de lugar.
No segundo seguinte.
Um braço forte envolveu a cintura de Aurora, puxando-a de volta para o sofá. Ela não teve escolha a não ser sentar-se novamente.
— Sr. Monteiro, se tem algo a dizer, diga diretamente. Não fique me tocando.
Valentino ergueu uma sobrancelha. — O que você quis dizer com o que falou hoje?
— O que eu falei? — Aurora se fez de desentendida.
— O que você disse no restaurante sobre filhos ilegítimos. — Valentino não lhe deu a chance de fingir.
— Pela posição do senhor Monteiro, não faltariam mulheres querendo ter um filho seu. Eu só falei à toa.
— Essas mulheres incluem você? — Valentino olhou para Aurora, com uma emoção que ela não conseguia decifrar.
— Eu amo muito o meu marido. Mesmo que ele não esteja mais aqui, serei dele por toda a minha vida. — Aurora se levantou e se distanciou de Valentino.
O olhar de Valentino esfriou, e ele mudou de assunto: — Amanhã, depois do trabalho, venha comigo a um lugar.
— Eu... — Aurora mal abriu a boca e encontrou o olhar severo de Valentino.
Parecia dizer que ela não tinha o direito de recusar.
— Entendi. — Aurora olhou para a hora. Eram onze e cinco.
Ela saiu do quarto principal e voltou para o seu quarto para dormir.
—

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