Na manhã seguinte, na sala de jantar.
Aurora olhou para Beatriz. — Hoje é o seu primeiro dia na escola. Se sentir qualquer desconforto, avise a professora na mesma hora ou ligue para a mamãe. Não tente aguentar sozinha.
— Hoje a Dona Lucinda vai te levar para a escola. A mamãe precisa ir trabalhar.
— Eu sei, mamãe. — Beatriz concordou rapidamente, desceu da cadeira e foi até Lucinda.
— Vamos, Beatriz, hora da escola.
A campainha tocou. Silvana abriu a porta, e Helena entrou furiosa, dando de cara com Beatriz, que estava saindo para a escola.
Sua expressão suavizou por um instante, mas logo ela se lembrou do filho que Isabel carregava na barriga, e o seu rosto se fechou de novo.
Aurora ouviu o barulho e saiu da sala de jantar. Ao ver Helena entrando de forma agressiva, teve um mau pressentimento.
— Beatriz, vá logo para a escola, não se atrase.
Beatriz assentiu e saiu com Lucinda.
Aurora pegou a bolsa e estava prestes a sair quando foi parada por Helena. — Não vá. O que eu tenho a dizer também tem a ver com você.
— Dona Helena, isso é entre a senhora e o Sr. Monteiro. Não tem nada a ver comigo.
— Valentino! Olhe só! Olhe a atitude dela comigo! Não tem nenhum respeito! — Helena apontou para Aurora e reclamou com Valentino.
— Chega! — Valentino se levantou e caminhou a passos largos até Helena, com raiva evidente.
Justo quando Aurora pensou que Valentino a faria pedir desculpas, uma figura alta apareceu de repente na sua frente.
— Vá trabalhar.
Aurora não esperava que Valentino ficasse na sua frente. Ela parou por dois segundos e, ao se recuperar, abriu a porta e saiu.
Helena arregalou os olhos, olhando para Valentino incrédula. — Valentino! Eu sou a sua mãe! Como você pode me tratar assim por causa de uma mulher?! Você não tem respeito pelos mais velhos?!

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