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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 610

Ricardo parou por um instante. A voz rouca por causa do álcool fazia parecer que cada palavra rasgava sua garganta.

— Luana, meu maior arrependimento é ter falhado com você durante esses seis anos. — Confessou Ricardo, com o rosto marcado pela dor. — Mas eu juro que tentei mudar. Eu só não quero que todo esse esforço seja em vão no final.

Ele levantou a mão devagar e passou o polegar sobre o lábio inferior dela, que já estava branco de tanto que ela o mordia. O toque foi cheio de cuidado, mas também carregava a teimosia típica de quem bebeu demais.

— Eu não vou conseguir aceitar esse fim, Luana. — Sussurrou ele, fixando o olhar na moça.

Luana ficou paralisada no mesmo lugar. O calor da pele dele parecia queimar, e o cheiro forte de uísque a cercava por todos os lados, deixando-a sem saída. Ela olhou fundo naqueles olhos escuros, que brilhavam com uma esperança humilde e teimosa à espera de uma resposta.

— Ricardo, no fundo, você já ganhou faz tempo. — Respondeu Luana. A voz dela saiu muito mais baixa do que imaginava. — Precisa mesmo perguntar?

A pouca luz do quarto deixava o olhar dele ainda mais intenso. Ricardo engoliu em seco. A mão que estava no rosto dela desceu devagar e parou no pescoço. Ele sentia a pulsação rápida e confusa sob os dedos, sem saber se aquele coração acelerado era o dela ou o seu próprio.

— Eu só queria... — Tentou explicar o rapaz.

— Queria ouvir da minha boca que eu ainda gosto de você, só para aliviar a sua culpa? — Interrompeu Luana, dando um sorriso triste. — Pois bem, eu admito! Eu pensei mesmo em te dar uma chance e começar tudo de novo. Você está e sempre esteve no meu coração! Mas quando lembro de tudo que sofri, me sinto uma palhaça. Eu nem sei como olhar para o rosto do Luiz, sabendo que ainda amo o homem que causou a morte dos pais dele...

As lágrimas escorreram pelo rosto dela antes mesmo de terminar a frase. Com a voz embargada, Luana virou a cabeça rápido para limpar o rosto e tentar manter a calma.

— Me desculpa, minha cabeça está uma bagunça esta noite. — Disse ela, respirando fundo. — Você bebeu demais. A gente conversa outro dia.

Ela deu as costas e saiu pela porta sem olhar para trás. Ricardo não fez nada para impedir. Assim que a porta fechou, a tensão do corpo dele sumiu de uma vez. Sem forças, ele tropeçou para trás, escorou as costas na parede e escorregou até sentar no chão.

Ele apoiou a cabeça nas mãos, sentindo o peso do mundo. A bebida não apenas embaralhava seus pensamentos, mas também fazia a dor parecer muito maior. "Eu não devia ter pressionado ela", pensou ele, com amargura.

— A gente não brigou. — Respondeu Ricardo, encostando a cabeça no sofá e esfregando os olhos de cansaço.

— Ah, conta outra! Eu te conheço muito bem. — Retrucou Roberto, sem acreditar. — O herdeiro único da família Ferraz some e vai se esconder em Macondo por causa de mulher! Você até deixou a empresa nas mãos da sua tia Helena sem pensar duas vezes. A gente se conhece faz tempo, mas é a primeira vez que vejo você tão apaixonado desse jeito!

Ricardo tirou a mão do rosto e olhou sério para o amigo.

— O César está vivo ou morto? — Perguntou ele, mudando de assunto.

Ricardo já sabia desde ontem que Carlos tinha entrado em guerra com a família Souza. O que ele não esperava era que César fosse dar as caras para defender a Érica. Além disso, ele sabia que Helena tinha se encontrado com César. Se o homem batesse as botas agora, todos os planos de Helena iriam por água abaixo.

— Ele ainda está na UTI, a coisa está feia, mas ninguém sabe ao certo. — Respondeu Roberto, sentando na beirada do sofá e cruzando as pernas. Ele logo mudou o tom para contar a novidade. — Mas escuta essa, o Carlos não é filho da Érica. E para piorar, também não é do Afonso.

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