Ao ouvir o comentário, Ricardo virou o rosto para olhar Luana e abriu um sorriso sutil antes de responder:
— O caso do Sr. Afonso tomou proporções enormes, então a gente sabe que não seria o momento ideal para fazer uma festa ou celebrar algo. Se o senhor acha melhor adiar o noivado, por mim não tem problema algum.
Danilo cruzou o olhar com o dele, avaliando a resposta com um tom de surpresa.
— Para ser sincero, achei que você fosse criar algum caso com esse atraso.
— Imagina, o senhor está brincando. — Respondeu Ricardo, mantendo a postura tranquila e serena. — A gente sabe esperar o momento certo, não sou de apressar as coisas.
Luana abaixou a cabeça na mesma hora, tomando um gole da sopa para disfarçar o rosto quente e a vergonha.
"Como ele tem a audácia de dizer uma mentira dessas com essa cara lavada!", pensou ela, ciente da impaciência que ele costumava demonstrar entre quatro paredes.
De repente, Vinícius largou os talheres sobre a mesa, fazendo um barulho metálico que quebrou o clima da conversa.
— Já comi o suficiente. — Anunciou ele, levantando-se e deixando a sala de jantar sem olhar para trás.
Luana acompanhou com o olhar a figura do irmão subindo as escadas, sem conseguir esconder a angústia que apertava seu peito.
Percebendo a aflição da filha, Danilo tentou tranquilizá-la.
— Não precisa ficar com essa cara de preocupação. Faz muito pouco tempo que o Vinícius passou por todo aquele pesadelo, então a gente tem que entender que ele vai precisar de um tempo para digerir tudo isso e seguir em frente.
Ricardo descascou um camarão com cuidado, colocou a carne no prato dela e completou o raciocínio do sogro.
— O Vinícius é um cara muito racional e tenho certeza de que ele vai superar isso logo. A melhor coisa que a gente pode fazer agora não é ficar em cima dando conselhos, mas sim estar por perto e dar o espaço que ele precisa para colocar a cabeça no lugar.
As palavras fizeram Luana relaxar a expressão tensa. Era a mais pura verdade, pois se ela fosse até o quarto tentar consolá-lo agora, conhecendo o gênio fechado do irmão, ele apenas fingiria estar bem para poupá-la, enquanto continuaria guardando toda a dor para si mesmo.
— É, a gente só pode torcer por ele e esperar. — Concordou ela, forçando um sorriso de canto.
Após tranquilizá-la, Ricardo voltou a atenção para o patriarca da família.
— Sr. Danilo, sei que o senhor está com a agenda lotada esses dias por causa do processo judicial do Sr. Afonso, e isso acaba sugando toda a sua energia para resolver os problemas daqui de casa. Como a minha rotina está bem mais tranquila agora, se o senhor precisar de qualquer ajuda, é só falar.
— Já que você está se oferecendo, não vou fazer cerimônia. — Disse Danilo, balançando as mãos em um gesto de aceitação. — Vou precisar passar uns dias fora de casa resolvendo umas burocracias, então vou deixar a minha filha e o meu filho sob os seus cuidados.
Ricardo deu um sorriso contido, mas carregado de satisfação.
— Será uma honra para mim.
— Tudo bem que estou deixando você ficar aqui, mas... — Danilo pigarreou, tentando encontrar as palavras certas para o aviso. — Vocês dois, por favor, tenham um pouco de limites e se controlem.
Luana quase engasgou com a própria saliva. Ela ergueu o rosto num ímpeto, sentindo as bochechas arderem.
— Pai! De onde o senhor tirou isso?
— Ah, a juventude é uma maravilha... — Resmungou Danilo para si mesmo com um suspiro longo. Ele recolheu a própria louça da mesa e se levantou, caminhando em direção à cozinha sem dar mais explicações.
Instintivamente, Luana levou a mão ao pescoço, esfregando a pele.
"Será que meu pai viu alguma coisa? Mas olhei no espelho antes de descer e não tinha nenhuma marca!", pensou ela, em pânico.
Achando graça do desespero da namorada, Ricardo não conseguiu segurar a risada.
— Fica tranquila. Tomei cuidado para não deixar nenhum chupão onde o seu pai pudesse ver.
Ela cruzou os braços, analisando o homem à sua frente com desconfiança.
Vinícius soltou um resmungo pelo nariz, cheio de ironia.
— Ele sabe muito bem como puxar o saco da família.
Enquanto isso, do lado de fora, Ricardo estacionava o carro bem em frente à entrada principal do instituto de pesquisa. Assim que Luana abriu a porta para descer, o homem abaixou a janela do carona para dar um último aviso.
— Me manda uma mensagem quando o seu expediente acabar para a gente combinar.
Ela parou, olhou para trás e abriu um sorriso brincalhão.
— Você não está levando essa história de ser minha babá a sério demais, não?
Afinal, ele tinha acordado cedo para fazer o café da manhã e ainda serviu de motorista para o trabalho.
Ricardo riu junto, apoiando o braço na janela do carro.
— Se o trabalho é cuidar de você, faço com o maior prazer.
A resposta a deixou boba, e Luana correu para dentro do prédio com o coração acelerado.
Ele ficou parado por alguns segundos, acompanhando a silhueta dela desaparecer pelo corredor. Quando estava prestes a engatar a marcha e ir embora, o celular tocou.
Era do guarda-costas.
Sem mudar a expressão descontraída, ele atendeu a chamada.
— Sr. Ricardo, a Sra. Helena acabou de ceder. Ela mandou avisar que aceita as suas condições.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...