Henrique e Helena trocaram olhares perdidos, sem entender o rumo daquela conversa, até que José fez um gesto sutil com a cabeça. Um assistente, que aguardava a postos, aproximou-se e entregou a Henrique um envelope com um documento recém-impresso.
Henrique pegou os papéis com as mãos trêmulas. Bastou passar os olhos pelas duas primeiras linhas para que seu rosto perdesse toda a cor, assumindo um tom cadavérico.
— O que... o que significa isso? — Gaguejou ele.
Helena arrancou as folhas das mãos do marido. Era um exame de DNA. O resultado brilhava em letras garrafais, uma compatibilidade de vinte e cinco por cento entre Henrique e Janice. Eles eram meio-irmãos.
— Meus caros convidados! — A voz de José ecoou, imponente, exigindo a atenção de todos no salão. — Viemos aqui hoje para celebrar o que deveria ser uma união de extrema alegria. No entanto, acabo de descobrir que nós, da família Marques, somos as maiores vítimas desta farsa! A minha nora, Janice, carrega o sangue dos Ferraz!
O salão mergulhou em um caos absoluto. O choque tomou conta dos presentes. Helena perdeu as forças nas pernas e desabou em uma cadeira próxima, deixando o laudo escorregar por entre os dedos. O papel caiu no chão, exibindo o resultado para quem quisesse ver. Os sussurros logo se transformaram em exclamações escandalizadas.
— Meu Deus do céu! A Sra. Janice é uma Ferraz? Então o Sr. Bernardo...
— Eles são parentes! Isso é um absurdo, um noivado entre pessoas do mesmo sangue!
— Mas a Sra. Sofia só teve dois filhos, como isso é possível?
Aquele escândalo era a exata reação que José planejava. Ele queria encurralar os Ferraz, obrigando-os a reconhecer o seu neto e a sua nora perante a alta sociedade.
Satisfeito com o burburinho, ele se virou para Ricardo com um sorriso carregado de deboche.
— Sr. Ricardo, confesso que estou surpreso. Você e a sua avó sabiam desse segredo o tempo todo e, ainda assim, não moveram um dedo para impedir esse noivado.
— O que me intriga é o motivo de o senhor não ter lutado pelos direitos da Sra. Janice enquanto a minha avó ainda respirava. Esperar ela morrer para dar o bote me faz questionar as suas reais intenções.
José ficou em silêncio. Seus olhos turvos, porém astutos, analisaram Ricardo por um longo momento antes de ele soltar uma risada seca.
— Vejo que vocês continuam teimando em não aceitar os fatos.
Ricardo retribuiu o sorriso, mas sem um pingo de calor.
— Se o senhor quer tanto que a Sra. Janice seja reconhecida pela nossa família, precisa demonstrar um pouco mais de boa vontade. — O sorriso de Ricardo desapareceu, dando lugar a uma expressão sombria e ameaçadora. Ele deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. — Afinal, tenho certeza de que o senhor sabe muito bem o que causou o acidente que matou a minha avó e deixou a minha mãe em coma.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...