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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 731

— Isso não é verdade! Eu não... — Anabela balançou a cabeça de forma frenética, o pânico drenando a pouca cor que restava no rosto dela.

— Seja honesta consigo mesma por um segundo. Se você não tivesse perdido tudo e acabado no fundo do poço, estaria sentada na minha frente admitindo os seus erros?

A pergunta roubou a voz de Anabela. Os lábios dela tremiam sem parar, enquanto lágrimas grossas despencavam sobre as costas das mãos algemadas, formando pequenas poças na mesa.

As palavras de Ricardo eram como lâminas de gelo, perfurando a covardia que ela tentava esconder a todo custo. Ele tinha razão. Ela estava apavorada. Tinha pavor de arcar com as consequências dos próprios atos, pavor de ser abandonada por todos e perder até o último pingo de dignidade. Aquele choro desesperado e as desculpas esfarrapadas não passavam de uma tentativa patética de arrancar alguma compaixão, de encontrar uma brecha para escapar da prisão.

— Houve um tempo em que tratei você com carinho de verdade, mesmo sendo filha da Helena. Você sempre foi mimada e cheia de caprichos, mas, enquanto não cruzasse os meus limites, eu estava disposto a fechar os olhos para as suas falhas. — Disse Ricardo.

— Mas bastou a Luana aparecer para você decidir me despachar para fora do país! — O ressentimento acumulado explodiu, rasgando a garganta de Anabela. — Se você não tivesse tentado me mandar embora, eu nunca teria dado ouvidos às mentiras da minha mãe! Eu nunca teria acreditado que a vovó me odiava ou que você me desprezava!

Uma sombra de decepção cruzou o olhar de Ricardo, mas logo desapareceu, dando lugar a uma indiferença absoluta.

— Pelo visto, não temos mais nada para conversar. Arque com as suas escolhas.

Ele se levantou, pronto para ir embora, mas a voz desesperada dela o fez parar.

— Você não quer saber com quem a minha mãe falou antes de morrer?

Ao notar que ele havia interrompido os passos, Anabela se ergueu de supetão, os olhos brilhando com uma urgência febril.

— Ricardo, se você me ajudar a sair daqui...

— A justiça vai decidir a sua pena. Não vou mover um dedo por você.

Sem olhar para trás, Ricardo caminhou até a porta e saiu.

Anabela ficou petrificada por alguns segundos. Quando a realidade a atingiu, ela se atirou contra o vidro da sala, esmurrando a divisória com as mãos algemadas.

— Ricardo! Você não pode fazer isso comigo! Você não pode me abandonar aqui!

A policial entrou na sala às pressas, agarrando Anabela pelos braços e arrastando a garota, que se debatia e gritava em um pranto descontrolado.

Do lado de fora da delegacia, Fernanda aguardava de prontidão. Assim que viu o chefe cruzar a porta de saída, ela se aproximou.

— Senhor Ricardo, como foi a conversa com a senhorita Anabela?

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