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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 737

Luana virou o corpo de lado, fugindo do olhar desconfiado do amigo, e inventou a primeira desculpa que lhe veio à cabeça:

— Ah, não é nada demais. Eu comi alguma coisa que não caiu muito bem e fiquei com uma dorzinha de estômago chata. Mas já passou. Ainda bem que o balanço era baixinho, o tombo nem doeu.

Percebendo que Sebastião continuava com uma cara de quem não tinha engolido a história, Luiz entrou na frente da moça, servindo de escudo, e disparou:

— Vai terminar de varrer essa sujeira logo, cara. Deixa que eu levo a Luana para dentro de casa para ela descansar um pouco.

Sem dar tempo para mais perguntas, Luiz segurou o braço da amiga com delicadeza e a guiou de volta para o frescor do ar-condicionado da sala de estar.

Assim que a ajudou a se acomodar no sofá macio, ele se agachou na frente dela, com os olhos transbordando preocupação, e perguntou:

— Luana, fala a verdade para mim. Você tem certeza de que está tudo bem? A gente não quer dar um pulo no hospital só por precaução?

— Fica tranquilo, Luiz. Eu não estou sentindo dor nenhuma, foi só o susto mesmo. — Ela soltou um suspiro longo e aliviado.

"Graças a Deus eu tinha parado de me balançar para ler a mensagem. Se eu estivesse no alto, o estrago ia ser feio.", pensou, sentindo um calafrio percorrer a espinha.

— Que raiva. Se eu soubesse que essa porcaria ia arrebentar, eu nunca teria montado esse balanço. — O rapaz resmungou, passando as mãos no rosto num gesto de frustração.

Luana abriu um sorriso compreensivo e tentou animá-lo:

— Para com isso. Esse balanço vai ser muito útil no futuro, eu só acabei fazendo o teste de resistência antes da hora.

Luiz continuou de cabeça baixa, encarando o tapete com uma expressão de culpa, e murmurou:

— Mesmo assim, o erro foi meu. Eu deveria ter apertado melhor os parafusos da estrutura. Custava eu ter feito uma revisão ontem à noite?

Percebendo a agonia do amigo, Luana esticou o braço, tocou no ombro dele com carinho e usou um tom de voz suave para acalmá-lo:

— Ei, olha para mim. Já passou, tá bom? Ninguém se machucou, então tira essa culpa da cabeça e vamos mudar de assunto.

O rapaz assentiu devagar, ainda meio contrariado. Aproveitando a deixa, ela soltou a notícia:

— Luiz, vou precisar ir embora amanhã. Me desculpa por te deixar na mão, mas esse ano a gente não vai conseguir pular o Carnaval juntos.

A surpresa tomou conta do rosto dele por uma fração de segundo. Mas, logo em seguida, ele ergueu a cabeça e a encarou com um olhar cheio de empatia e compreensão. Um sorriso largo e sincero iluminou as suas feições.

— Imagina, não precisa pedir desculpas. A gente já curtiu muito bloco de rua juntos nesses últimos anos. O que importa de verdade é você estar feliz e em paz. Onde você vai passar o feriado é um mero detalhe!

A leveza das palavras dele contagiou Luana, que não conseguiu segurar uma risada gostosa.

Longe dali, Ricardo havia passado a manhã inteira mergulhado numa montanha de burocracias da empresa. O plano original dele era resolver tudo rápido para ir ao encontro de Luana, mas uma série de imprevistos acabou prendendo o empresário no escritório.

Capítulo 737 1

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