Enquanto isso, na luxuosa mansão dos Leal, a hora do jantar virou palco para o drama de Renan.
Ele não parava de importunar o pai, exigindo que tomasse alguma providência, fazendo questão de exibir os hematomas no rosto a cada cinco minutos como prova de seu martírio.
— Olha só para isso, pai! Olha o jeito que me deixaram. Se eu não tivesse muita sorte, aquele brutamontes teria me matado ali mesmo! O senhor tem que me ajudar a acabar com a raça dele!
Ademir Leal bateu a taça de vinho na mesa com força, fazendo o líquido balançar de forma ameaçadora.
— Será que você não pode parar de dar dor de cabeça para mim e para o seu irmão? Estamos em Solaris, garoto, não no nosso país. Você não tem medo de arrumar confusão com a pessoa errada e acabar levando um tiro no meio da testa?
O patriarca conhecia muito bem a peça que tinha em casa. Era quase certo que aquele pequeno delinquente havia provocado a confusão, feito alguma besteira monumental e acabado levando a pior.
Percebendo que o pai não ia comprar sua briga e ainda estava jogando a culpa para o seu lado, Renan fechou a cara. Jogou os talheres de prata no prato, perdendo a fome na hora.
— Eu também sou seu filho, poxa! E fui eu quem saiu com a cara amassada! Em vez de me apoiar, o senhor fica me dando bronca. O cara sabia muito bem quem eu era e mesmo assim me bateu. Ele pisou no nome da nossa família, isso foi um desrespeito ao senhor!
— Já chega de show. — Ademir limpou os cantos da boca com o guardanapo de linho, sem perder a pose inabalável de homem de negócios. — Vou colocar meu pessoal para investigar quem é esse sujeito. Mas até lá, faça o favor de ficar quieto e não me arrumar mais nenhuma dor de cabeça.
Dito isso, ele largou o guardanapo sobre a mesa e se retirou da sala de jantar a passos firmes. O mordomo se aproximou em silêncio para recolher a louça, enquanto Renan continuava na cadeira, massageando a bochecha inchada, com um brilho vingativo e cruel ardendo no olhar.
...
No dia seguinte, Sérgio fez uma visita oficial à casa. Ao notar que o portão já estava consertado e no lugar, não perdeu a chance de soltar uma piadinha assim que botou os pés na sala de estar.
— Esse portão novo não deve ter saído nada barato, hein. Inquilino tirando dinheiro do próprio bolso para arrumar a casa do dono... Essa sim é nova para mim.
Vinícius apenas ergueu os olhos por uma fração de segundo e voltou a rolar a tela do tablet, ignorando a presença do amigo por completo.
Luana apareceu da cozinha trazendo uma travessa cheia de frutas frescas picadas. Sérgio nem esperou o convite, já esticando a mão para roubar um pedaço.
— Opa, valeu mesmo.
Antes que Luana pudesse dizer algo, a voz de Vinícius cortou o ar feito uma navalha, afiada e sem piedade.
— Se quer comer, vá lá na cozinha cortar para você. Tem coragem de roubar comida de uma mulher grávida na cara dura e ainda se acha no direito?
Assim que Sérgio foi embora, Luana escorregou pelo sofá até ficar mais perto de Vinícius.
— Você vai mesmo contratar guarda-costas?
— E que outra opção eu tenho? Estou fazendo tudo isso para proteger você.
— Eu sei... — Luana baixou os olhos, brincando de forma nervosa com a barra da blusa. — Você está com medo de que aquele maluco volte aqui para quebrar tudo de novo ou tente me emboscar na rua por vingança. Mas a verdade é que eu não me sinto bem andando por aí rodeada de armários blindados que eu nem conheço. São estranhos, me deixa muito ansiosa.
Vinícius levantou a sobrancelha, encarando-a com uma expressão de quem ouve um absurdo.
— E você queria o quê? Que eu contratasse um bando de velhos conhecidos da vizinhança? Onde quer que eu arrume amigos íntimos com treinamento militar para fazer sua escolta?
— Mas eu conheço alguém! — Luana bateu palmas, o rosto se iluminando de animação com a própria ideia. — Ele luta superbem, sabe se virar em qualquer situação e é de total confiança. Na época em que estávamos em Oeiras, ele me ajudou um monte e salvou minha pele várias vezes...
— Resumindo a ópera, você quer chamar o homem do Ricardo porque torce o nariz para as minhas escolhas. — Vinícius soltou um suspiro longo e pesado, encenando uma decepção profunda e dramática.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...