Assim que terminou de falar, Sarah recolheu a mão e ergueu o olhar para o homem de cabelos castanhos.
— Nós não vamos disputar velocidade. Vamos testar quem tem os nervos de aço. O que me diz?
O sujeito ergueu uma sobrancelha, intrigado com a audácia da garota.
— E como exato você quer brincar?
— Olhos vendados, frente a frente. O primeiro que desviar, perde.
Assim que as palavras saíram da boca de Sarah, a multidão que antes gritava e comemorava mergulhou em um silêncio sepulcral, seguido por um suspiro coletivo de choque.
Percebendo a hesitação do adversário, ela não perdeu tempo e assumiu o controle da situação.
— Vai me dizer que não tem coragem de aceitar o desafio? Eu já ouvi muitas histórias sobre a gangue de vocês. Admiro a habilidade que têm sobre duas rodas, mas confesso que ainda tenho dúvidas sobre a bravura de cada um.
O homem passou a língua pelo interior da bochecha, deixando escapar uma risada rouca e grave do fundo da garganta. O seu olhar para Sarah agora transbordava um fascínio inegável.
— Lorenzo, empresta a sua moto para ela. — Ordenou, sem desviar os olhos da garota. — Em todos esses anos, é a primeira vez que alguém tem a ousadia de propor uma loucura dessas comigo. Gostei da sua atitude.
Um dos membros da gangue se aproximou trazendo equipamentos de proteção. O líder pegou um conjunto e atirou na direção de Sarah.
— Só tenta não se matar no processo. — Avisou com um tom de deboche.
Sem se deixar abalar, ela vestiu o equipamento com agilidade. Em seguida, montou na motocicleta, recolheu o descanso com um movimento fluido e girou o acelerador, fazendo o motor rugir de forma ensurdecedora.
As duas motos foram posicionadas em extremos opostos do túnel, separadas por quinhentos metros de asfalto. O desafio exigia que ambos acelerassem em linha reta, com os olhos tapados. Considerando a velocidade brutal daquelas máquinas, qualquer mínimo obstáculo no caminho resultaria em uma tragédia sem precedentes.
Para os espectadores aglomerados nas laterais, a adrenalina pulsava forte, como se estivessem prestes a assistir ao maior espetáculo de suas vidas. Luana, no entanto, era a única que tremia da cabeça aos pés. O pânico tomava conta do seu peito, pois o medo de ver a amiga sofrer um acidente fatal era real e esmagador.
Alguém distribuiu faixas de tecido escuro para os competidores. Sarah pegou a sua, envolveu sobre os olhos e amarrou com firmeza, dando um nó cego com a ponta dos dedos antes de encaixar o capacete na cabeça.
Assim que o homem do outro lado do túnel sinalizou que estava pronto, um jovem que assumia o papel de juiz ergueu uma bandeira improvisada. O silêncio no local era tão denso que se podia ouvir a respiração ofegante da plateia.
Em um instante de pura tensão, o apito soou estridente.
A expressão do líder dos motoqueiros se fechou na mesma hora ao ver a sua autoridade sendo questionada dentro do seu próprio território. Ele caminhou a passos pesados até o invasor.
— Escuta aqui, Renan. Este pedaço é meu. Você mesmo disse que as garotas ficariam sob a minha responsabilidade e que a decisão final seria minha.
Antes mesmo que ele pudesse terminar a frase, um dos seguranças de Renan sacou uma arma e apontou direto para a sua cabeça.
Dois membros da gangue tentaram reagir puxando as suas próprias armas, mas foram recebidos com uma chuva de balas disparadas pelos outros guarda-costas, caindo mortos no asfalto em poças de sangue.
O eco ensurdecedor dos tiros instaurou o pânico absoluto no túnel. As pessoas começaram a gritar e se jogaram no chão, cobrindo as cabeças com as mãos em um instinto desesperado de sobrevivência. Sarah e Luana fizeram o mesmo, encolhendo-se contra a parede fria.
O homem de cabelos castanhos ficou em estado de choque, encarando os corpos dos seus companheiros sem conseguir processar a cena.
— Você... você matou os meus homens? — Gaguejou, com os olhos arregalados.
— E daí? — Retrucou Renan, com um sorriso sádico nos lábios. — Se a polícia vier fazer perguntas, eu invento que vocês estavam chapados de droga e começaram a atirar uns nos outros. Para as autoridades, escórias como vocês não fazem a menor falta no mundo. Isso é o que acontece com quem ousa trair a minha confiança!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...