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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 786

Milena olhou para Luana e disse:

— Parece que o sue morotista chegou. Eu vou indo nessa, até amanhã!

— Até amanhã. — Luana se despediu, acenando com a cabeça.

Com a partida da colega, Luana caminhou em direção ao veículo escuro. Sebastião se apressou em abrir a porta traseira, fazendo um gesto educado para que ela entrasse.

— Como você adivinhou que eu estaria por aqui a esta hora? — Indagou Luana assim que se acomodou no banco de couro, virando o rosto para encarar Ricardo.

Ricardo guardou o celular no bolso do paletó com a sua habitual elegância.

— O pessoal do instituto me avisou.

— Você foi até lá me procurar? — Perguntou ela, surpresa.

— E o que mais eu faria? — Retrucou ele, num tom suave. Ricardo cobriu a mão dela com a sua, entrelaçando os dedos num aperto reconfortante, e a puxou para repousar sobre o próprio peito. — Você tem se matado de trabalhar nesses últimos dias. Deve estar exausta, não é?

Luana piscou, pega de surpresa por aquela demonstração de afeto tão vulnerável. As palavras escaparam da sua boca antes que pudesse filtrá-las.

— Sendo bem sincera, eu ainda acho muito estranho ver você agindo de um jeito tão carinhoso.

Ele estreitou os olhos, fingindo indignação.

— E como é que eu deveria agir, então?

— Ah, se fosse o Ricardo de antigamente, você com certeza cruzaria os braços e diria: "Luana, vê se não esquece que você está carregando o meu herdeiro! Eu proíbo você de se desgastar com esse trabalho, fui claro?" — Imitou ela, engrossando a voz e fazendo uma expressão autoritária.

A imitação foi tão precisa e cômica que, antes mesmo de Ricardo conseguir formular uma resposta, um som abafado veio do banco da frente. Sebastião não conseguiu segurar a risada e acabou soltando um gargalhada contida.

Ricardo levou os dedos às têmporas, massageando a testa com uma mistura de constrangimento e rendição. A sua pose de homem de negócios implacável havia ido por água abaixo.

Luana se inclinou na direção dele, exibindo um sorriso travesso.

— E aí, Ricardo? O que achou da minha atuação? Mereço um prêmio?

— Faça o favor de nunca mais repetir isso. — Resmungou Ricardo, virando o rosto para a janela. O orgulho dele estava um pouco ferido, mas o tom de voz não carregava nenhuma raiva real.

— Pode ficar tranquilo. — Disse Luana, segurando o queixo dele com delicadeza e forçando-o a encará-la. Ao admirar os traços marcantes do marido, o seu tom se tornou mais dócil. — A pior fase já passou. A partir de amanhã, eu vou diminuir o ritmo para garantir que o bebê fique bem.

Ele segurou o pulso dela com firmeza, franzindo a testa em reprovação.

— Você acha mesmo que a minha única preocupação é a criança?

— Eu não disse isso... — Murmurou ela, sentindo o peso daquele olhar intenso.

Ricardo abaixou os cílios espessos e encostou o rosto na palma da mão dela, buscando o calor da sua pele.

— A minha aflição é ver você destruindo a própria saúde. Eu sei o quanto essa pesquisa é importante para você, mas eu te peço que não ultrapasse os seus limites. Quando o corpo pedir descanso, obedeça. Promete para mim?

Um sorriso doce iluminou o rosto de Luana, aquecida por aquela proteção.

— Filha... O seu pai nem sabe como encontrar palavras para te agradecer por tudo isso.

Luana sentiu um nó na garganta diante daquela vulnerabilidade.

— Pai, não fala uma bobagem dessas. O senhor e a mãe sempre me deram o mundo. Eu só estou retribuindo um pouco de todo esse amor, fazendo o que está ao meu alcance. Não existe motivo para agradecimentos entre nós.

— Você tem toda a razão, nós somos uma família. — Concordou Danilo, tirando os óculos para enxugar as lágrimas que escorriam pelo rosto enrugado. — É que a emoção acabou falando mais alto. Eu sou o homem mais orgulhoso do mundo por ter uma filha como você!

— Espera aí... O senhor está chorando? — Provocou Luana, com um sorriso carinhoso.

— Que absurdo! Eu estou apenas suando pelos olhos de tanta alegria, isso não é choro! — Disfarçou ele, tentando engrossar a voz para recuperar a compostura.

Luana preferiu não insistir na brincadeira e entrou na onda dele.

— Está certo, vamos chamar de suor de alegria, então. Mudando de assunto, pai... O senhor tem algum requisito específico para a sua futura nora?

A mudança brusca de assunto pegou Danilo desprevenido. Ele ficou em silêncio por alguns segundos, processando a pergunta.

— De onde surgiu essa conversa do nada, menina?

— É que eu estou pensando em apresentar uma garota para o Vinícius, e queria saber se o senhor tem alguma exigência antes de eu dar o próximo passo. — Explicou ela, com um tom conspiratório.

— Exigência nenhuma. Se Vinícius gostar da moça, para mim está perfeito. O grande problema é que ele é exigente demais. Todas as mulheres que eu tentei apresentar no passado foram rejeitadas sem dó. Você acha mesmo que ele vai se interessar por alguém que você indicar? — Questionou Danilo, com uma dose de ceticismo na voz.

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