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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 799

— Para ser sincera, eu já tinha percebido as intenções do meu irmão há muito tempo. — Luana a interrompeu, exibindo um sorriso radiante. — Agora que as coisas se ajeitaram de forma tão natural, nem precisei bancar o cupido. Estou feliz demais com tudo isso!

Sarah piscou, ainda um pouco atordoada com a situação.

— Por que estou com a sensação de que caí numa armadilha armada por vocês dois?

— Ah, mas agora é tarde demais para pular fora do barco. — Luana se aproximou, parando ao lado dela. — Sem contar que o meu pai já aprovou você!

A revelação fez Sarah paralisar, pega de surpresa.

— Quando foi que você contou isso para o nosso pai? — Vinícius franziu a testa, visivelmente confuso.

— Eu só estava sondando o terreno para ver a reação dele, ora. Afinal, eu já tinha prometido que levaria a minha futura cunhada para conhecê-lo!

— Mas... isso não é precipitado demais? — Sarah gaguejou.

"Conhecer a família? Nós acabamos de assumir o que sentimos um pelo outro e já vamos dar um passo tão grande assim?", pensou ela, sentindo o nervosismo voltar com força.

Percebendo a aflição da amiga, Luana tratou de tranquilizá-la.

— Não precisa entrar em pânico, pois não estou apressando nenhum casamento. Vocês dois estão apenas no começo, então podem levar as coisas no ritmo que acharem melhor!

Vinícius virou o rosto para observar a expressão preocupada de Sarah e suavizou o tom de voz.

— Fique tranquila. Mais cedo ou mais tarde esse encontro vai acontecer, mas tudo será feito no seu tempo e do seu jeito.

Sarah não esperava que ele fosse tão atencioso com os seus sentimentos. Aquele cuidado genuíno dissipou a tensão que pesava sobre os seus ombros, fazendo-a concordar com um aceno suave.

...

Após o fim da viagem de descanso, o grupo retornou para Nova Aurora.

Luana aproveitou para publicar nas suas redes sociais todas as fotos que havia tirado durante aqueles dias. Nos registros, além dela e de Ricardo, Vinícius e Sarah também apareciam em momentos descontraídos.

Pelo fuso horário do Monteluz, já passava de madrugada, mas a primeira pessoa a curtir a publicação foi, para a surpresa de todos, Liliane.

Em outras ocasiões, a garota faria questão de deixar um comentário animado, mas dessa vez se limitou a uma curtida silenciosa e desapareceu.

Intrigada, Luana abriu o aplicativo de mensagens e procurou a conversa com Liliane. A última troca de palavras entre as duas havia acontecido antes da abertura do carnaval. Já fazia quase dois meses que a jovem tinha partido para Riviera, e desde então não dera notícias.

Aquele comportamento isolado não combinava em nada com a personalidade expansiva dela.

Preocupada, Luana enviou um texto curto perguntando o motivo de ela estar acordada tão tarde. No entanto, o tempo passou e nenhuma resposta chegou.

Sem que ela percebesse, Ricardo se aproximou por trás, apoiou as mãos no encosto do sofá e inclinou-se para perto.

— Pensando bem, foi por causa do meu incentivo que ela decidiu ir atrás dele em Riviera. Será que eu cometi um erro ao dar falsas esperanças?

Ricardo passou o braço ao redor dos ombros da esposa, puxando-a para um abraço reconfortante.

— Você só tentou animar ela, não se culpe. Além disso, a decisão final foi dela. A Liliane já é uma mulher adulta e precisa aprender que o mundo não vai girar em torno das vontades dela para sempre.

Longe dali, na cidade de Riviera, em Monteluz.

Liliane havia passado a noite inteira bebendo em uma balada até o amanhecer. Quando finalmente saiu do local, mal conseguia parar em pé, precisando ser amparada por Matias a cada passo trôpego.

Sem coordenação motora, ela deixou a bolsa e o celular escorregarem das mãos, caindo com um baque surdo na calçada.

Matias ajudou ela a sentar-se nos degraus da entrada e se abaixou apressado para recolher os pertences espalhados pelo chão.

— Liliane, encher a cara todos os dias não vai resolver os seus problemas. Já são quase cinco da manhã, por favor, deixa eu levar você para casa.

— Eu não vou a lugar nenhum! — Ela empurrou as mãos dele com brutalidade e se forçou a ficar de pé, cambaleando perigosamente. — Se ele não se importa comigo, por que você insiste em se meter na minha vida?

Matias paralisou, observando-a dar passos incertos em direção à rua. Ao notar que ela estava prestes a tropeçar e cair, correu para segurá-la de novo.

— Só porque o senhor Valentino não corresponde aos seus sentimentos, você acha justo destruir a própria saúde e viver afogada em álcool?

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