O dia de trabalho se estendeu até o fim da tarde. Foi naquele horário que Luana recebeu uma mensagem de Sarah, convidando-a para ir à sua casa. Acreditando se tratar de alguma emergência, ela se apressou em chegar ao condomínio. Contudo, assim que abriu a porta da residência, ficou paralisada com a cena diante dos seus olhos.
A sala de estar estava toda decorada com luzes e enfeites, criando uma atmosfera festiva e acolhedora. No centro do cômodo, uma longa mesa exibia um banquete farto, repleto de pratos variados que misturavam a culinária oriental e ocidental.
— O que significa tudo isso? — Indagou Luana, ainda processando a surpresa.
Sarah, que terminava de ajeitar as taças e os talheres sobre a toalha, abriu um sorriso largo.
— Estamos preparando uma comemoração para você, oras!
— Para mim? — A confusão estava estampada no rosto de Luana. — Por acaso hoje é alguma data comemorativa e eu esqueci?
Vinícius surgiu da cozinha segurando uma travessa fumegante e se juntou à conversa.
— Estamos celebrando o sucesso da aprovação do seu projeto de pesquisa.
A jovem cientista piscou, sem jeito, e murmurou em tom modesto:
— Foi apenas a aprovação da etapa inicial, vocês estão exagerando um bocado.
Soltando uma risada gostosa, Sarah caminhou até a amiga e segurou as suas mãos.
— Não é exagero nenhum, até porque hoje também é o seu aniversário.
A revelação a atingiu em cheio. Ela virou o rosto para encarar o irmão, atônita. O seu aniversário... A verdade nua e crua era que ela nunca soube o dia exato em que havia nascido. Durante toda a sua vida, a data celebrada era aquela escolhida pelos seus pais adotivos, que caía sempre no início do verão.
Vinícius acomodou a travessa no centro da mesa e ergueu o olhar, transbordando carinho.
— Você nasceu no final de março, e calhou de ser exatamente no dia de hoje.
— Então... é hoje — Sussurrou Luana, puxando o ar com força para conter a emoção. Pela primeira vez, ela tinha a certeza da sua verdadeira data de nascimento.
A quebra do momento sentimental veio com Ricardo, que saiu da cozinha equilibrando o último prato do cardápio.
— Vocês pretendem passar a noite inteira conversando em pé ou vão se sentar para comer?
O grupo se acomodou ao redor da mesa farta. Luana correu os olhos pela variedade de alimentos e encarou o marido, impressionada.
— Foi você quem preparou toda essa comida?
— E quem mais seria? — Retrucou Ricardo em tom de brincadeira. Ele pegou um saca-rolhas, abriu uma garrafa de vinho e despejou o líquido em uma jarra de vidro cheia de cubos de gelo. — O seu irmão é um desastre na cozinha, e eu jamais teria a audácia de colocar a minha cunhada para trabalhar no fogão.
Ao ouvir o termo "cunhada" direcionado a ela, Sarah sentiu o rosto esquentar e abaixou a cabeça, envergonhada.
— Acho que ainda é muito cedo para você me chamar assim.
— Se ele gosta de chamar você assim, deixa ele à vontade. — Interveio Vinícius, empurrando uma taça na direção do cunhado. — Afinal de contas, é apenas uma questão de tempo até isso se tornar oficial.
— Absoluta. Se fôssemos limpar tudo, não faria sentido pagar alguém para fazer o serviço, concorda?
— Vendo por esse lado, você tem toda a razão. Não podemos jogar dinheiro fora! — Brincou ela, rendendo-se à lógica dele.
Com um sorriso no rosto, Vinícius a guiou pela mão até a sala de estar e fez com que ela se sentasse no sofá macio. Sarah obedeceu sem entender muito bem o que estava acontecendo. Assim que ela se acomodou, o homem se ajoelhou na sua frente, tirou uma caixinha de veludo do bolso e prendeu uma deslumbrante pulseira de borboleta, cravejada de diamantes, no pulso dela.
Assustada com o luxo da joia, ela tentou recolher o braço por puro instinto.
— Não posso aceitar, isso deve ter custado uma fortuna!
— Não foi nada absurdo. — Vinícius segurou a mão dela com firmeza, impedindo qualquer tentativa de recusa, e manteve o tom de voz sereno. — Por favor, aceite. Considere isso como um símbolo do meu compromisso com você.
Sarah abaixou os olhos para admirar o adorno brilhante. O peso do metal nobre e o brilho das pedras deixavam claro que ele estava mentindo sobre o valor da peça, mas o gesto tocou o seu coração. Ela ergueu o braço na altura dos olhos, observando como a luz refletia nos diamantes.
— É uma peça maravilhosa.
Um suspiro de alívio escapou dos lábios de Vinícius, relaxando a tensão nos seus ombros.
— Que bom que você gostou.
— Você estava com medo de eu não gostar? — Provocou ela, achando graça da insegurança dele.
— Confesso que sim. Afinal, é a primeira vez na vida que escolho um presente para a minha namorada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...