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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 802

O dia de trabalho se estendeu até o fim da tarde. Foi naquele horário que Luana recebeu uma mensagem de Sarah, convidando-a para ir à sua casa. Acreditando se tratar de alguma emergência, ela se apressou em chegar ao condomínio. Contudo, assim que abriu a porta da residência, ficou paralisada com a cena diante dos seus olhos.

A sala de estar estava toda decorada com luzes e enfeites, criando uma atmosfera festiva e acolhedora. No centro do cômodo, uma longa mesa exibia um banquete farto, repleto de pratos variados que misturavam a culinária oriental e ocidental.

— O que significa tudo isso? — Indagou Luana, ainda processando a surpresa.

Sarah, que terminava de ajeitar as taças e os talheres sobre a toalha, abriu um sorriso largo.

— Estamos preparando uma comemoração para você, oras!

— Para mim? — A confusão estava estampada no rosto de Luana. — Por acaso hoje é alguma data comemorativa e eu esqueci?

Vinícius surgiu da cozinha segurando uma travessa fumegante e se juntou à conversa.

— Estamos celebrando o sucesso da aprovação do seu projeto de pesquisa.

A jovem cientista piscou, sem jeito, e murmurou em tom modesto:

— Foi apenas a aprovação da etapa inicial, vocês estão exagerando um bocado.

Soltando uma risada gostosa, Sarah caminhou até a amiga e segurou as suas mãos.

— Não é exagero nenhum, até porque hoje também é o seu aniversário.

A revelação a atingiu em cheio. Ela virou o rosto para encarar o irmão, atônita. O seu aniversário... A verdade nua e crua era que ela nunca soube o dia exato em que havia nascido. Durante toda a sua vida, a data celebrada era aquela escolhida pelos seus pais adotivos, que caía sempre no início do verão.

Vinícius acomodou a travessa no centro da mesa e ergueu o olhar, transbordando carinho.

— Você nasceu no final de março, e calhou de ser exatamente no dia de hoje.

— Então... é hoje — Sussurrou Luana, puxando o ar com força para conter a emoção. Pela primeira vez, ela tinha a certeza da sua verdadeira data de nascimento.

A quebra do momento sentimental veio com Ricardo, que saiu da cozinha equilibrando o último prato do cardápio.

— Vocês pretendem passar a noite inteira conversando em pé ou vão se sentar para comer?

O grupo se acomodou ao redor da mesa farta. Luana correu os olhos pela variedade de alimentos e encarou o marido, impressionada.

— Foi você quem preparou toda essa comida?

— E quem mais seria? — Retrucou Ricardo em tom de brincadeira. Ele pegou um saca-rolhas, abriu uma garrafa de vinho e despejou o líquido em uma jarra de vidro cheia de cubos de gelo. — O seu irmão é um desastre na cozinha, e eu jamais teria a audácia de colocar a minha cunhada para trabalhar no fogão.

Ao ouvir o termo "cunhada" direcionado a ela, Sarah sentiu o rosto esquentar e abaixou a cabeça, envergonhada.

— Acho que ainda é muito cedo para você me chamar assim.

— Se ele gosta de chamar você assim, deixa ele à vontade. — Interveio Vinícius, empurrando uma taça na direção do cunhado. — Afinal de contas, é apenas uma questão de tempo até isso se tornar oficial.

— Absoluta. Se fôssemos limpar tudo, não faria sentido pagar alguém para fazer o serviço, concorda?

— Vendo por esse lado, você tem toda a razão. Não podemos jogar dinheiro fora! — Brincou ela, rendendo-se à lógica dele.

Com um sorriso no rosto, Vinícius a guiou pela mão até a sala de estar e fez com que ela se sentasse no sofá macio. Sarah obedeceu sem entender muito bem o que estava acontecendo. Assim que ela se acomodou, o homem se ajoelhou na sua frente, tirou uma caixinha de veludo do bolso e prendeu uma deslumbrante pulseira de borboleta, cravejada de diamantes, no pulso dela.

Assustada com o luxo da joia, ela tentou recolher o braço por puro instinto.

— Não posso aceitar, isso deve ter custado uma fortuna!

— Não foi nada absurdo. — Vinícius segurou a mão dela com firmeza, impedindo qualquer tentativa de recusa, e manteve o tom de voz sereno. — Por favor, aceite. Considere isso como um símbolo do meu compromisso com você.

Sarah abaixou os olhos para admirar o adorno brilhante. O peso do metal nobre e o brilho das pedras deixavam claro que ele estava mentindo sobre o valor da peça, mas o gesto tocou o seu coração. Ela ergueu o braço na altura dos olhos, observando como a luz refletia nos diamantes.

— É uma peça maravilhosa.

Um suspiro de alívio escapou dos lábios de Vinícius, relaxando a tensão nos seus ombros.

— Que bom que você gostou.

— Você estava com medo de eu não gostar? — Provocou ela, achando graça da insegurança dele.

— Confesso que sim. Afinal, é a primeira vez na vida que escolho um presente para a minha namorada.

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