O tempo voou e, num piscar de olhos, três meses se passaram.
O instituto de pesquisa divulgou um novo protocolo cirúrgico para a Doença de Alzheimer, focado na reconstrução da drenagem linfática cerebral. A notícia caiu como uma bomba, causando um alvoroço gigantesco em toda a comunidade médica.
O espanto foi ainda maior quando a mídia descobriu que a líder daquele projeto revolucionário era de Monteluz, fazendo com que todos os holofotes e câmeras se voltassem para Luana.
As pessoas se perguntavam como uma ex-neurocirurgiã, que andava meio afastada da área, tinha conseguido chegar a um patamar tão alto de excelência. Para consolidar o feito, o instituto fez questão de publicar os dezenas de artigos científicos que Luana assinou em parceria com Milena durante o intenso período de pesquisa.
Os estudos comprovavam a eficiência da eliminação da proteína beta-amiloide através de testes em ratos de laboratório, estabelecendo o local exato e as dimensões ideais para a reconstrução dos canais linfáticos na cirurgia. Era uma base de dados irrefutável, que pavimentava o caminho para testes clínicos em humanos e consolidava o respeito de incontáveis especialistas da área ao redor do mundo.
Com tantas conquistas na bagagem, o nome de Luana explodiu no mercado. Faculdades de medicina de renome, tanto no país quanto no exterior, começaram a procurá-la com propostas salariais astronômicas.
O professor André torcia para que ela continuasse no instituto, mas, no fundo, ele sabia muito bem que o talento dela era grande demais para ficar preso entre aquelas quatro paredes.
Quando a data de retorno de Luana ao seu país de origem se aproximou, Milena foi tomada por um sentimento de aperto no peito. Embora tivessem trabalhado juntas por apenas alguns meses, a sintonia entre as duas no campo da pesquisa era rara e valiosa.
— Fico pensando se um dia a gente vai se esbarrar de novo. — Comentou Milena, com um tom de voz saudoso.
— Mas é claro que sim. — Respondeu Luana, abrindo um sorriso gentil enquanto guardava a própria caneca, o último item que restava sobre a mesa. — Você é muito bem-vinda para me visitar quando quiser.
Milena não pensou duas vezes e a puxou para um abraço afetuoso. Depois de alguns segundos, ela se afastou e olhou fundo nos olhos da colega.
— Tomara que eu tenha a chance de conhecer Monteluz qualquer dia desses.
— Você vai ter, prometo. — Luana acenou com a cabeça, mantendo o sorriso sereno no rosto.
Assim que colocou os pés para fora do prédio, a primeira coisa que Luana viu foi Ricardo a sua espera.
O barrigão já estava bem evidente. Agora que ela havia entrado no segundo trimestre da gestação, ele fazia questão de buscá-la no trabalho todos os dias.
Ele estava encostado na porta do carro e caminhou na sua direção. Com um gesto natural e cheio de cuidado, tirou a bolsa do ombro dela e usou a mão livre para ampará-la pela cintura.
— Acabou mais cedo hoje? — Perguntou ele, olhando-a de cima com aquela voz grave e tranquila de sempre, mas que escondia uma preocupação constante.
— Pois é, terminei de organizar as planilhas finais. Agora vou tirar umas férias bem longas. — Respondeu Luana, acariciando o ventre arredondado. Ela olhou para o marido e soltou um suspiro de cansaço. — Esse seu filho não tem me dado um minuto de paz. Não consigo dormir direito, passo mal o tempo todo... Quando eu der à luz, você que vai ter que cuidar dessa criança!
Na véspera da viagem de volta, Sarah tomou uma decisão repentina, não voltaria com eles.
Luana franziu a testa, confusa com a mudança de planos.
— Como assim você não vem com a gente?
Sarah desviou o olhar para o chão e soltou o ar devagar.
— Eu quero terminar os meus projetos por aqui primeiro. Se eu voltar de mãos abanando agora, não vou ter coragem de encarar os meus pais.
A família dela havia investido muito dinheiro para mandá-la estudar artes no exterior, tudo para que ela pudesse correr atrás dos seus sonhos. O diploma ela já tinha, claro. Mas faltava construir algo sólido. Voltar daquele jeito significaria jogar fora todo o tempo e esforço investidos ao longo dos anos. Se fosse para retornar ao mercado de trabalho no seu país, ela precisava de conquistas que fossem mérito próprio.
Luana apertou os lábios, refletindo sobre aquelas palavras. Parando para pensar sob a ótica da amiga, a situação fazia total sentido. A pressão que ela carregava era compreensível.
Justo quando Luana abriu a boca para apoiar a decisão de Sarah, Vinícius surgiu atrás das duas, assumindo uma postura firme e protetora.
— Vocês dois podem ir na frente. — Afirmou ele, encerrando qualquer dúvida. — Voltamos depois, não tem problema nenhum.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...