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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 812

Dois dias se passaram.

Acompanhada por Vitor, Luana fez uma viagem até a grandiosa residência da família Alencar, localizada em Riviera. Assim que o carro de luxo estacionou em frente aos portões, a equipe de segurança apressou-se para abrir as portas. Vitor desceu primeiro e, com toda a gentileza, estendeu o braço para ajudar Luana a sair do veículo.

Ela vestia um vestido soltinho em tom amarelo-claro, feito de seda pura. O tecido era leve e brilhante, acompanhado por um xale que lembrava uma névoa suave. Quando a brisa soprou pelo jardim, a barra do vestido dançou no ar, refletindo a luz do sol com um brilho encantador. O mordomo da família Alencar não tardou a aparecer no pátio, caminhando a passos largos.

Luana abriu um sorriso acolhedor.

— O senhor Gustavo se encontra? Por favor, avise que a sua aluna, Luana, veio fazer uma visita.

O mordomo a reconheceu no mesmo instante e assentiu com a cabeça, muito prestativo.

— Ah, é a senhora Luana! O patrão está em casa sim, por favor, me acompanhe.

— Muito obrigada.

Luana olhou para trás, fazendo um sinal para que Vitor aguardasse no carro, e seguiu o mordomo em direção ao interior da mansão. Após subirem as escadas, o funcionário entrou no escritório para anunciar a chegada. Em questão de segundos, Luana foi convidada a entrar.

Ao ver a sua antiga aluna cruzar a porta, Gustavo fechou o livro que lia e se levantou da poltrona com movimentos calmos para recebê-la.

— Que surpresa boa, Luana. Entre, por favor.

Ela acenou com a cabeça, caminhando em direção ao homem mais velho.

— Olá, professor.

— Sente-se, fique à vontade. — Gustavo indicou o sofá confortável no centro da sala. Assim que os dois se acomodaram, ele pediu ao mordomo que trouxesse alguns petiscos e bebidas. Quando ficaram sozinhos, o professor fixou o olhar nela e falou com um tom carregado de significado. — Para ser sincero, eu não esperava que você voltasse a me procurar. Eu achei que...

— Independentemente do que tenha acontecido no passado, o senhor sempre será o meu professor e eu compreendo os seus motivos. Além disso, foi o senhor quem me deu a oportunidade de estudar fora. Era minha obrigação vir prestar as minhas homenagens.

— Você está grávida, não deveria ficar viajando de um lado para o outro desse jeito. Isso deixa o meu coração de velho apertado de preocupação.

Luana abaixou o olhar com um sorriso sereno.

— A parte principal do procedimento ficará a cargo de um cirurgião com bastante experiência, e eu estarei ao lado dele dando todo o suporte. Mas, se houver qualquer complicação no momento crítico, eu estarei pronta para assumir o bisturi.

O professor concordou com um aceno lento e reconfortante.

— Está bem. Confio no seu potencial.

A luz do entardecer começava a tomar conta da janela, e o único som no escritório passou a ser o tique-taque do relógio na parede. Muito tempo após a partida de Luana, Gustavo continuou sentado na mesma poltrona, perdido em lembranças. Em suas mãos, repousava um arquivo médico com as páginas já amareladas pelo tempo.

Tratava-se do primeiro caso de Alzheimer de início precoce que ele havia documentado com as próprias mãos, trinta anos atrás. O paciente daquele prontuário era o seu próprio pai.

— Naquela época, eu estava de mãos atadas e a única coisa que pude fazer foi assistir à sua partida. — Murmurou ele, com a voz embargada pela emoção. — Mas parece que agora, finalmente, vamos encontrar uma saída.

Depois de deixar a residência da família Alencar, Luana seguiu para o hotel onde passaria a noite. Assim que Ricardo soube que a esposa estava em Riviera, não perdeu tempo e ligou para ela.

— Você não acha perigoso ficar andando para cima e para baixo nessa condição? Quer me matar do coração?

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