Naquele exato instante, uma policial abriu a porta da sala com um sorriso contido.
— Liliane, você já está liberada.
A jovem piscou, surpresa com a agilidade, e logo questionou:
— Não precisam de mais nenhum depoimento?
— Não precisa de mais nada, pode ir para casa. Já tem gente esperando por você lá fora. — Explicou a oficial.
Antes de cruzar a porta de saída, Liliane fez questão de parar e agradecer pelo trabalho de toda a equipe. Ela atravessou o saguão da delegacia com um semblante de puro alívio, e assim que avistou o carro estacionado na calçada, desceu os degraus quase correndo. O vidro da frente desceu devagar. Mas, ao reconhecer Valentino no banco do motorista, ela parou de supetão. Sem pensar duas vezes, deu meia-volta e ameaçou ir embora dali na mesma hora.
Valentino não demonstrou nenhuma pressa. Ele abriu a porta e desceu do veículo com a maior calma do mundo.
— O Ricardo me pediu para vir te buscar.
Ao ouvir isso, Liliane estacou no lugar, respirou fundo para engolir a irritação e voltou a passos duros em direção ao carro, abrindo a porta do banco de trás com um puxão agressivo. O rapaz entrou em silêncio logo em seguida.
Desde o momento em que se acomodou no banco, a garota cruzou os braços e fechou a cara, bufando de raiva.
"Ir parar na delegacia já não é nenhum motivo de orgulho, e o meu primo ainda por cima me manda logo o Valentino para me buscar!", pensou ela, indignada.
Valentino espiou pelo espelho retrovisor enquanto perguntava:
— Qual é o problema? Não queria que eu viesse te buscar?
Liliane sentiu o golpe, mas ergueu o queixo numa pose de desafio.
— E o que você é meu, afinal de contas?
— Um amigo. — Respondeu ele num tom neutro.
Aquela palavra soou como uma piada de mau gosto para ela, que soltou uma risada cheia de sarcasmo.
— E quem disse que eu faço questão da sua amizade?
Sem desviar os olhos da rua por um segundo sequer, ele rebateu:
— Se não quer ser minha amiga, quer ser o quê, então?
Ela mordeu o lábio inferior. De repente, um brilho astuto surgiu em seu olhar. Liliane se inclinou para a frente, bem atrás do banco do motorista, e sussurrou:
— O tipo de relação em que a gente divide a cama.
Uma freada brusca sacudiu o veículo. Como estava sem o cinto de segurança, o solavanco jogou o corpo de Liliane para a frente e ela bateu a testa com tudo nas costas do banco.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...